A mídia tradicional adora um cenário de terra arrasada. A bola da vez é o suposto "apocalipse do emprego" que a Geração Z estaria enfrentando por conta da Inteligência Artificial. Segundo matérias recentes, como a publicada pela revista Veja, estamos caminhando para um abismo onde robôs tomam o lugar de jovens no mercado de trabalho.
Mas vamos colocar a "pecinha" no lugar e analisar isso com a frieza dos fatos e a lógica da engenharia, sem a histeria coletiva que tentam vender.
A Evolução Não Pede Licença
Primeiro, vamos desmontar essa narrativa do medo. A história da humanidade é a história da substituição do trabalho braçal pela eficiência da máquina. Na década de 1980, as pessoas faziam cursos de datilografia. Era uma profissão respeitada. O computador chegou e dizimou o datilógrafo. O mundo acabou? Não. Para cada vaga fechada, surgiram centenas de novas oportunidades para programadores, analistas e técnicos.
O estudo citado diz que 20% dos líderes acreditam que tarefas básicas podem ser feitas por IA e que 39% das empresas já cortaram funções de nível inicial. Isso é ruim? Pelo contrário. Estamos caminhando para uma sociedade mais rica e produtiva. O problema não é a tecnologia, é a insistência em manter o ser humano preso a tarefas repetitivas que não agregam valor.
Quem acha que teve "sorte" por começar a carreira antes da IA está com a visão invertida. O profissional antigo é quem corre risco se não se adaptar. O jovem de hoje já pode entrar no mercado dominando as ferramentas que controlam os robôs.
A Vanguarda do Atraso
O Brasil, infelizmente, insiste em ser a vanguarda do atraso. O STF deu um prazo para o Congresso regulamentar a "proteção do trabalhador contra a automação". Isso é de uma ignorância econômica atroz. Tentar proteger empregos via canetada é condenar o país à ineficiência.
Vejam o exemplo dos ascensoristas no Rio de Janeiro ou dos frentistas em todo o Brasil. O mundo inteiro abastece o próprio carro; elevadores são automáticos há décadas. Mas aqui, criamos leis para manter pessoas em funções que a tecnologia já superou. O resultado? Baixa produtividade. E produtividade baixa não significa que o brasileiro é preguiçoso — nosso povo trabalha muito —, significa que estamos alocando nossa força de trabalho em atividades inúteis, sustentadas apenas pela burocracia estatal e sindical.
Manter um emprego artificialmente não ajuda o trabalhador; tira dele a oportunidade de se desenvolver em uma profissão real e contribui para o empobrecimento coletivo.
O Fim do Emprego e o Início do Trabalho
A verdade dura que ninguém quer contar é que o conceito de "emprego" vitalício acabou. E isso é ótimo. Estamos caminhando para um mundo de empreendedores. O emprego deve ser encarado como uma escola temporária, uma fase de aprendizado. O objetivo final deve ser vender seu trabalho, sua capacidade de resolver problemas, diretamente ao mercado.
Robôs humanoides, como os que já operam em fábricas da BMW, ou portos totalmente automatizados como o de Long Beach na Califórnia (que muita gente espalha fake news dizendo ser na China, mas é tecnologia americana), mostram o caminho. Não há estivadores carregando peso nas costas; há máquinas. Isso gera riqueza, barateia produtos e libera o ser humano para atividades intelectuais e criativas.
Conclusão: A Abundância é o Futuro
Daqui a alguns séculos, nossos descendentes olharão para nossa época como olhamos para a Idade Média. Vão rir da nossa dificuldade em acessar informação ou realizar tarefas básicas. A automação é o caminho para a abundância, assim como a Revolução Industrial permitiu que um trabalhador comum tivesse acesso a bens que reis do passado jamais sonharam.
A solução não é o Estado criar barreiras ou "proteger" o cidadão da evolução. A solução é a liberdade para inovar e a responsabilidade individual para se adaptar. Não lute contra o robô; aprenda a consertá-lo, a programá-lo ou a liderá-lo. O "apocalipse" só existe para quem se recusa a evoluir.