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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Vergonha Internacional: Rio perde Pan 2031 e evento na Amazônia é cancelado por custos abusivos

 
Vergonha Internacional: Rio perde Pan 2031 e evento na Amazônia é cancelado por custos abusivos

Por Altieres Adnan Moreira


A narrativa oficial tenta vender a imagem de que o Brasil voltou a ser um gigante diplomático, respeitado e admirado ao redor do globo. Mas, como engenheiro e analista que prefere os números aos discursos vazios, preciso ser direto com você: a realidade é bem diferente. Os fatos recentes mostram um país isolado, com a credibilidade no chão e uma gestão econômica que consegue inviabilizar até eventos dentro do próprio território nacional.


A notícia mais fresca que desmonta o "teatro das maravilhas" é a derrota da candidatura conjunta das cidades do Rio de Janeiro e Niterói para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2031. A disputa final ficou entre a dupla brasileira e Assunção, no Paraguai. O resultado? O Paraguai levou a melhor.


Se analisarmos com frieza, sob a ótica da eficiência e do combate ao desperdício de dinheiro público, essa derrota tem um sabor de vitória para nós, brasileiros pagadores de impostos. Quem vive no Rio de Janeiro ou acompanhou o Pan de 2007 e as Olimpíadas de 2016 sabe exatamente o legado desses eventos: obras faraônicas superfaturadas, corrupção desenfreada e muito dinheiro desviado para o bolso de políticos, enquanto a população fica com o trânsito caótico e a conta para pagar.


Nesse sentido, sinto um misto de alívio por não termos que bancar essa farra novamente, e uma certa pena do Paraguai. Assunção é uma cidade que vem crescendo, atraindo brasileiros e empresas justamente por oferecer o oposto do que temos aqui: menos impostos e mais liberdade econômica. Espero que eles não caiam na armadilha das empreiteiras e dos "elefantes brancos" que conhecemos tão bem.


Mas o buraco é mais embaixo. A perda da sede não é apenas uma questão logística; é um sintoma da nossa irrelevância atual. O Brasil virou um pária. Ninguém leva a sério a atual gestão. Um exemplo claro disso foi o fracasso retumbante da cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro. O evento "flopou". A expectativa de público não se concretizou, líderes importantes não apareceram e até os prestadores de serviço de alimentação reclamaram que serviram menos da metade dos pratos previstos. As delegações foram minúsculas. O recado internacional foi dado: não há confiança no governo Lula.


Se a falta de prestígio externo já é preocupante, a incompetência interna é vergonhosa. Recentemente, um evento preparatório para a COP 30, focado no manejo sustentável do pirarucu, que aconteceria em Tefé, no Amazonas, foi cancelado. O motivo? O custo proibitivo das passagens aéreas.


Estamos falando de um evento que apresentaria o "gigante amazônico" ao mundo. Convites foram enviados para embaixadas, organismos internacionais e delegações da União Europeia. A resposta que o governo recebeu foi um sonoro "não, obrigado". O preço de uma passagem para chegar ao local chegou a bater a casa dos R$ 8.000.


Isso expõe a falência completa da política econômica e de transporte do atual governo. Enquanto prometem programas populistas como o "Voa Brasil" e passagens a 200 reais, a realidade é que as companhias aéreas estão quebradas e o custo de operação tornou-se inviável. Criaram um ambiente onde nem diplomatas aceitam pagar o preço da ineficiência brasileira. Para quem vive na região, a alternativa é encarar 12 horas de barco rápido ou dias em embarcações lentas, já que estradas são inexistentes.


A hipocrisia é o método de governo. Falam em defesa da Amazônia e em protagonismo ambiental, mas não conseguem garantir logística básica para levar especialistas até lá. Falam em desenvolvimento, mas o custo Brasil espanta investidores para o Paraguai e Uruguai.


Precisamos encarar os fatos: a "Diplomacia Presidencial" não está trazendo investimentos, está trazendo vergonha. O Brasil precisa de um choque de realidade, com menos interferência estatal, menos impostos que encarecem desde a passagem aérea até o arroz, e mais seriedade. Enquanto tratarmos a economia com ideologia e a política externa com amadorismo, continuaremos perdendo oportunidades para vizinhos menores, mas muito mais organizados.


A realidade, meus amigos, sempre se impõe. E a conta da irresponsabilidade já chegou.

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