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sábado, 13 de dezembro de 2025

Rombo nos Correios: Governo Busca Empréstimo de R$ 20 Bilhões e a Garantia é o Seu Bolso

 
Rombo nos Correios: Governo Busca Empréstimo de R$ 20 Bilhões e a Garantia é o Seu Bolso

Vamos direto ao ponto, porque a matemática é uma ciência exata e ela não aceita desaforo, muito menos narrativa política. A notícia que trago hoje é um retrato fiel de como a máquina pública, quando inchada e mal gerida, se torna um parasita no orçamento das famílias brasileiras. O governo Lula está buscando um empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer os Correios. E o detalhe sórdido dessa operação financeira? A garantia é a União. Traduzindo do "economês" para o português claro: o fiador dessa dívida gigantesca é você, pagador de impostos.


É preciso ter a memória curta — ou como costumo dizer, faltar uma "pecinha" na cabeça para entender a realidade — para não perceber o padrão. Até 2022, os Correios fecharam no azul. Em 2021, sob a gestão anterior, a estatal registrou um lucro histórico de mais de R$ 2 bilhões. A empresa estava saneada, pronta para ser privatizada e, vejam só, dava retorno. Bastou a mudança de chave no Palácio do Planalto para que a lógica do prejuízo retornasse com força total.


A narrativa oficial tenta jogar a culpa na "taxa das blusinhas", alegando que a queda nas importações da China derrubou a receita. É óbvio que houve impacto, mas essa é uma cortina de fumaça para esconder o verdadeiro ralo de dinheiro: o aumento explosivo das despesas com pessoal. O déficit não é apenas fruto de mercado; é fruto de gestão.


Os dados apresentados na análise do cenário atual mostram um rombo financeiro estimado em R$ 4,3 bilhões apenas para o ano de 2025. O prejuízo triplicou em relação ao registrado anteriormente. E por que isso acontece? Porque a visão da esquerda sobre estatais não é técnica, é política. Para eles, uma empresa pública não serve para prestar um serviço eficiente ou gerar valor; serve como cabide de emprego.


O que estamos vendo é o retorno do aparelhamento. A estrutura foi inchada com apadrinhados políticos, os famosos "cupinchas", e sindicalistas que, muitas vezes, não possuem a menor competência técnica para as funções que ocupam. Cria-se uma estrutura onde existem dez chefes para cada funcionário operando, drenando os recursos da empresa apenas para pagar salários de quem pouco ou nada produz. O resultado dessa equação é óbvio: ineficiência operacional e prejuízo bilionário.


A solução lógica, defendida por quem entende o mínimo de economia e eficiência, sempre foi a privatização. O processo estava pronto, aprovado, mas foi segurado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) até a troca de governo. Por que o atual governo não privatiza? Porque, ao vender a empresa, perde-se o poder de barganha política, perdem-se os cargos para distribuir entre aliados.


O argumento de que se trata de uma "empresa estratégica" não se sustenta diante dos fatos. Vejamos o caso da Vale do Rio Doce. Quando era estatal, era um antro de ineficiência e cabide de empregos. Após a privatização, a empresa multiplicou seu tamanho por dez, tornou-se uma potência global e hoje paga em impostos muito mais do que o governo jamais sonhou em lucrar quando era dono. O setor privado tem um incentivo que o setor público jamais terá: a busca pelo lucro. E não se engane, o lucro é moral. É o lucro que impulsiona a melhoria do serviço, a inovação e a eficiência. Sem a necessidade de dar lucro, o incentivo do funcionário público e do gestor estatal é a inércia.


Se a preocupação fosse social, como a entrega de cartas em locais remotos como a Amazônia, isso se resolveria com uma simples cláusula contratual na venda da empresa. O setor privado faria, e faria melhor e mais barato.


Estamos diante de um cenário onde a única saída viável para estancar essa sangria é a privatização total. Não apenas dos Correios, mas de toda estrutura que o Estado insiste em gerir mal. O modelo da Coreia do Sul nos ensina que o Estado pode financiar o acesso (como na saúde), mas a execução deve ser privada, onde há competição e busca por excelência.


Enquanto não virarmos essa chave mental, continuaremos vendo manobras contábeis transformarem lucros em prejuízos e empréstimos bilionários sendo tomados em nosso nome para sustentar uma máquina ineficiente.


Conclusão e Chamada à Ação


A realidade se impõe: R$ 20 bilhões é o valor que o governo esperava arrecadar com aumento de impostos sobre investimentos, e agora, num estalar de dedos, busca esse mesmo valor em empréstimo para cobrir o buraco de uma gestão desastrosa. É como tentar consertar um vazamento na represa colando um chiclete. A solução não é mais dinheiro público; a solução é tirar o Estado do caminho.


É hora de abandonarmos a ingenuidade. Empresa estatal, no Brasil, é sinônimo de atraso e prejuízo. Precisamos exigir a responsabilidade fiscal e a redução do tamanho do Estado. Não aceite que seu dinheiro sirva de garantia para a farra de nomeações políticas. A prosperidade só existe onde há liberdade econômica e respeito ao dinheiro de quem trabalha.

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