Existe um movimento coordenado na imprensa e entre certos grupos políticos para tentar emplacar uma ideia: a de que o bolsonarismo acabou e que a direita, agora, quer se livrar de Jair Bolsonaro. É o sonho dourado da "isentosfera" — aquela turma que se diz de direita mas adora um estado grande e um controle social disfarçado de "democracia". Eles publicam artigos, fazem análises de gabinete e combinam discursos entre si, tentando convencer você de que o ex-presidente se tornou um fardo.
Mas a realidade, como eu sempre digo, se sobrepõe à narrativa. O que esse pessoal não entende, ou finge não entender, é que a força de Bolsonaro não vem de acordos partidários ou do apoio da grande mídia. Ela vem de uma conexão direta com o brasileiro comum, aquele que cansou de ser enganado por discursos rebuscados e promessas vazias. A internet descentralizou a informação e tirou o monopólio da verdade das mãos dos suspeitos de sempre.
A tentativa de isolar Bolsonaro, inclusive com restrições de visitas impostas pelo Judiciário, é usada por esses analistas como "prova" de um suposto abandono. Ora, se o sistema impede o contato, é óbvio que as visitas diminuem. Chamar isso de abandono é de uma desonestidade intelectual gritante. Eles tentam criar um "consenso social" artificial: querem que você acredite que ninguém mais apoia o homem para que, por medo de ficar sozinho, você também o abandone. É uma tática velha que não funciona mais na era das redes sociais.
Historicamente, o sistema sempre conseguiu derrubar quem o desafiava. Fizeram isso com Collor quando ele brigou com a vênus platinada. Mas com Bolsonaro é diferente. As pessoas não o seguem porque ele domina as redes; elas o seguem porque as redes o escolheram como representante de valores que o sistema odeia: família, pátria e liberdade econômica.
Essa "direita limpinha", composta por figuras que hoje estão mais próximas da esquerda do que qualquer outra coisa, tenta vender candidatos de centro como a "alternativa democrática". É curioso como eles acham que o povo vai trocar alguém que fala a sua língua por políticos que fazem parte do mesmo mecanismo que soltou condenados para equilibrar o jogo político. Para quem insiste que o bolsonarismo vai morrer com uma possível ausência de Bolsonaro nas urnas, parece que "falta uma pecinha na cabeça". A perseguição e a injustiça, em vez de enterrar o movimento, só dão mais gás e legitimidade a ele. O povo não é idiota e sabe distinguir quem é o verdadeiro alvo do sistema.
Se o objetivo é encontrar uma solução para o país, ela não passa pela exclusão forçada de lideranças populares através de manobras jurídicas ou narrativas de jornais. A solução passa pelo respeito à vontade popular, pelo fortalecimento das liberdades individuais e por um Estado que pare de atrapalhar quem quer produzir. O Brasil precisa de ordem, mas uma ordem baseada na lei, e não no arbítrio de quem se acha dono da verdade.
O que vivemos hoje é uma tentativa de "venezuelização" branca, onde se usa a estrutura institucional para remover do tabuleiro quem incomoda a elite aristocrática. Mas o motor da história agora é outro. A revolução mental já aconteceu: o cidadão brasileiro aprendeu a analisar fatos e dados por conta própria. Não adianta a isentosfera gritar; o povo já decidiu que não quer mais ser conduzido como gado por quem só pensa em manter os próprios privilégios.
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