Sentinelas

Sentinelas
"Não basta enxergar a verdade. É preciso defendê-la."

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Trump anuncia suspensão total de imigração do Terceiro Mundo e brasileiros entram no radar

 
Trump anuncia suspensão total de imigração do Terceiro Mundo e brasileiros entram no radar

O cenário internacional acaba de sofrer um abalo sísmico que atinge diretamente o bolso e os planos de milhares de brasileiros. O presidente Donald Trump anunciou uma medida drástica: a suspensão da imigração de países do chamado Terceiro Mundo para os Estados Unidos. O endurecimento não para por aí; o plano inclui a revogação de vistos permanentes e a expulsão de quem já está em solo americano.


Para quem olha de fora, pode parecer apenas mais uma promessa de campanha, mas o estopim foi um fato de sangue. Recentemente, em Washington, um ataque terrorista deixou dois guardas nacionais feridos — um deles, uma mulher, infelizmente não resistiu. O autor dos disparos? Um nacional do Afeganistão. Aqui entra a primeira grande contradição que precisamos analisar com a frieza de um engenheiro: o sujeito era um colaborador das tropas americanas no Afeganistão, recebeu asilo durante a retirada desastrosa conduzida por Joe Biden e, pasmem, teve seu status consolidado pelo próprio governo Trump no ano passado.


A realidade, como sempre digo, se sobrepõe à narrativa. O sistema falhou ao filtrar quem entra. E qual a resposta de Trump? Fechar a porta para todos. Na lista inicial, tínhamos nações em frangalhos como Haiti, Venezuela, Somália e Afeganistão. Mas o discurso escalou. Agora, a ordem é pausar a imigração de todo o Terceiro Mundo para "permitir que o sistema americano se recupere". O Brasil, por critérios geopolíticos e econômicos, está nesse grupo. Ou seja, o sonho americano para o trabalhador brasileiro honesto acaba de ficar muito mais distante.


Compreendo perfeitamente a preocupação com a segurança nacional e com a preservação da civilização ocidental. Nenhum país é obrigado a aceitar quem chega para destruir, traficar ou impor culturas incompatíveis com a liberdade. O direito de um país de proteger suas fronteiras é sagrado. No entanto, como liberal, não posso ignorar que essa medida é um remédio amargo que mata o paciente bom junto com a bactéria.


O imigrante que sai do Brasil, geralmente, não é o herdeiro de grandes fortunas. É o brasileiro que, cansado de um Estado inchado e asfixiante por aqui, busca na livre iniciativa americana a chance de prosperar. É o mesmo perfil dos italianos e alemães que vieram para o Brasil no século passado: gente que estava "na pior" e veio para construir. Quando você proíbe o brasileiro de entrar, você retira dos EUA uma mão de obra que produz, consome e respeita as leis.


A grande hipocrisia das narrativas é tratar a imigração como um monstro ou como um paraíso sem regras. Nem um, nem outro. O problema não é a imigração em si, mas a incapacidade do Estado em fazer o seu trabalho básico: segurança e triagem. Se o governo não consegue separar um aliado de um terrorista dentro de casa, a solução fácil é punir o mundo inteiro. É a lógica da "pecinha faltando" na gestão pública: em vez de consertar o processo de filtragem, joga-se fora toda a produção.


Essa política de "migração reversa" — deportar mais do que aceitar — pode agradar ao eleitorado cansado do caos nas fronteiras, mas economicamente é um tiro no pé. Cidades como Miami são o que são hoje graças aos cubanos que fugiram da ditadura para trabalhar, não para viver de auxílio estatal. Proibir o acesso de países do Terceiro Mundo é ignorar que o motor do Ocidente sempre foi a oxigenação por quem deseja a liberdade.


A solução para o Brasil não é torcer para que a porta dos outros se feche, mas sim lutar para que nossa casa seja tão próspera que ninguém precise sair. Precisamos de menos Estado, mais segurança e uma economia tão livre quanto a que os brasileiros buscam lá fora. Enquanto ficarmos dependentes de narrativas populistas, seja lá ou cá, continuaremos à mercê de decisões que não controlamos.


Chegou a hora de uma revolução mental. Não aceite análises rasas. Entenda que a geopolítica é um tabuleiro de xadrez onde cada movimento tem um custo. O custo atual para o Brasil é o isolamento. Proteja sua família, entenda o cenário econômico e não se deixe enganar pelo discurso fácil. A verdade é dura, mas é a única que liberta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O FRACASSO DA AGENDA ESTATISTA E O RETORNO DA DESIGUALDADE EM 2025

  A realidade é um juiz implacável e ela acaba de proferir sua sentença sobre o modelo econômico atual: a desigualdade no Brasil voltou a su...