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sábado, 13 de dezembro de 2025

O Mecanismo Venezuela: Lula aposta no STF para ignorar o Congresso e maquiar o desastre econômico

 
O Mecanismo Venezuela: Lula aposta no STF para ignorar o Congresso e maquiar o desastre econômico

Se existe uma coisa que a engenharia me ensinou, é que não se constrói um edifício sólido sobre uma fundação podre. Na política, a lógica é a mesma, mas o atual governo parece ignorar os princípios básicos da estabilidade. Analisando os movimentos recentes de Brasília, fica evidente que estamos assistindo a uma manobra arriscada e calculada: a tentativa de implantar no Brasil o "mecanismo Venezuela".


A realidade, nua e crua, é que o governo Lula, politicamente falando, já morreu. Com a saída do União Brasil e do PP da base aliada, a governabilidade no Congresso foi para o espaço. Qualquer gestor sensato estaria preocupado, buscando diálogo ou ajustando a rota. Mas Lula não está. E por que essa calma aparente enquanto o barco afunda? Porque a estratégia mudou. A aposta agora não é mais no Legislativo, a casa onde os representantes do povo debatem, mas sim no Judiciário, especificamente no STF.


Estamos vendo a importação do modelo chavista de governar. Na Venezuela, Hugo Chávez, quando perdeu o apoio do parlamento, simplesmente o contornou, utilizando a Suprema Corte para validar suas vontades e esmagar a oposição. O que o noticiário aponta, e que precisa ser dito com todas as letras, é que Lula pretende governar "com o STF", cagando — perdoem a franqueza, mas é o termo técnico para o nível de desprezo demonstrado — para o Congresso Nacional.


Essa estratégia suicida tem duas pernas: a política e a econômica. Na economia, a situação é de um amadorismo que assusta qualquer um que saiba fazer uma conta de padaria. O governo está embriagado com pesquisas de opinião que dizem que a reeleição está garantida. Com essa soberba, abandonaram qualquer responsabilidade fiscal.


O cenário é crítico: temos um governo que gasta de forma descontrolada, gerando uma inflação que corrói o salário do trabalhador, e tenta resolver o rombo aumentando impostos. Já foram mais de 20 medidas para elevar a carga tributária. A lógica deles é tentar encher um balde furado jogando mais água. O "balde" é o Estado ineficiente e gastão; a "água" é o suor do seu trabalho via impostos. Não adianta arrecadar mais se os furos da despesa só aumentam. Isso não é política social, é irresponsabilidade matemática.


Quando alertados sobre a reação do mercado financeiro, a famosa "Faria Lima", a resposta de Lula é o desprezo. Ele diz que "não temos que dar importância" para isso. Ora, ignorar o mercado é ignorar a realidade econômica que define se haverá emprego e comida na mesa do brasileiro. É a arrogância de quem acha que pode revogar a lei da gravidade por decreto.


E aqui entramos na parte mais sombria do plano para 2026. A tranquilidade de Lula não vem apenas da crença de que seus programas assistencialistas — que dão com uma mão e a inflação tira com a outra — vão garantir votos. A tranquilidade vem da certeza da impunidade e do controle do tabuleiro. Se a economia quebrar, se a popularidade cair, o "mecanismo Venezuela" entra em ação para garantir a eleição da forma mais suja possível: eliminando a concorrência.


A estratégia desenhada é clara: utilizar o STF para tornar inelegíveis ou até prender qualquer ameaça real. Hoje, nomes como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro despontam com bons números. A solução do sistema? Não é vencê-los no debate ou na gestão, é retirá-los do jogo via canetada judicial. É o modelo da Nicarágua, é o modelo da Venezuela. Você prende os adversários e corre a prova sozinho. Assim, é fácil ganhar.


A demissão em massa de indicados do Centrão da Caixa Econômica Federal é a prova final de que Lula desistiu da governabilidade tradicional. Ele está purificando a máquina para aparelhá-la com "companheiros", sem se importar se isso trava o país no Congresso. Ele quer o confronto. Ele quer pintar o Congresso como o "inimigo do povo" para justificar seu autoritarismo.


O Brasil caminha para uma encruzilhada perigosa. De um lado, o risco de quebra econômica total até 2027 (ou antes), fruto dessa farra fiscal. Do outro, a consolidação de um regime onde o Executivo e o Judiciário se fundem para anular o Legislativo e a vontade popular.


Para nós, cidadãos que prezam pela liberdade e pela ordem, resta a vigilância. A oposição já sinaliza planos para responder a essa ofensiva, e é fundamental que não caiamos na narrativa de que "está tudo bem". Não está. Falta uma pecinha na cabeça de quem ainda acredita que se resolve crise econômica imprimindo dinheiro e perseguindo adversários. A realidade sempre cobra o preço, e a conta desse "balde furado" vai chegar para todos nós. A única saída é a volta da racionalidade, do respeito ao dinheiro público e da verdadeira liberdade, onde o Estado serve ao cidadão, e não se serve dele para perpetuar um projeto de poder.

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