Você acorda cedo, enfrenta o trânsito e trabalha duro para pagar seus impostos, acreditando que esse dinheiro será usado para melhorar a segurança ou a saúde da sua família. Enquanto isso, em Belém do Pará, o seu esforço financiou um banquete de luxo que terminou em um vazio constrangedor. O coquetel oferecido por Janja e Lula para os líderes mundiais na Cúpula de Belém foi um verdadeiro "fiasco diplomático": não apareceu um único chefe de estado sequer.
A cena beira o inacreditável. O ambiente foi meticulosamente preparado com o que há de mais sofisticado na culinária paraense, assinado por chefes renomados, música ao vivo e uma decoração impecável. Na agenda oficial, o evento era descrito como um momento de confraternização entre o presidente da República, a primeira-dama e os chefes de delegação. O resultado? O salão ficou lotado apenas de figuras carimbadas do PT, como Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante, que aproveitaram o banquete pago com dinheiro público na ausência dos convidados de honra.
Como engenheiro e analista, olho para os dados e vejo um erro de cálculo político grotesco. Se um salgadinho dentro do evento da COP chega a custar R$ 70,00, imagine o custo total de uma recepção para autoridades internacionais que simplesmente decidiram que tinham coisas mais importantes a fazer. Quando questionados, as delegações estrangeiras alegaram "cansaço" após a agenda do dia. Na linguagem direta da realidade: ninguém quis gastar seu tempo fazendo sala para o governo brasileiro.
A narrativa oficial tenta vender a imagem de um Brasil que "voltou" ao cenário internacional com protagonismo. Contudo, os fatos mostram o contrário. A COP 30, em termos de presença de líderes, é uma sombra do que já foram as edições anteriores. Enquanto eventos passados reuniam mais de 100 chefes de estado, o encontro atual conta com apenas 29. É menos da metade da pior marca histórica. Onde está o tal prestígio internacional? O que vemos é um isolamento mascarado por fotos de "família" onde ministros e autoridades locais são usados para fazer volume e esconder o vazio nas fileiras de líderes mundiais.
A hipocrisia é o que mais choca. O governo prega austeridade para o povo, mas não economiza no luxo quando se trata de manter as aparências da "corte". É o clássico exemplo de um Estado gigante que gasta muito e entrega pouco. Para quem insiste em dizer que o Brasil recuperou sua influência, parece que "falta uma pecinha na cabeça" para enxergar que prestígio não se compra com jantar caro; conquista-se com seriedade e ordem.
Compreendo que a diplomacia exige eventos protocolares, e é importante que o Brasil receba bem as delegações estrangeiras. No entanto, a eficiência administrativa exige que esses eventos tenham propósito e resultado. Pagar por um banquete internacional que vira um jantar interno do partido é um desrespeito com o pagador de impostos que sustenta essa estrutura.
A solução para esse tipo de vexame é clara: um Estado mínimo, eficiente e transparente. Se o governo fosse obrigado a prestar contas de cada centavo gasto com jantares e coquetéis de forma direta e sem burocracia, talvez pensassem duas vezes antes de organizar festas para convidados que não vêm. A prosperidade de uma nação vem do trabalho de sua gente, e não de banquetes financiados pelo suor de quem não foi convidado para a mesa.
Precisamos de uma revolução mental. Pare de aceitar a narrativa da "grande diplomacia" quando os dados mostram cadeiras vazias. Aprenda a ler os fatos por trás do verniz oficial. O Brasil só será respeitado lá fora quando respeitar, primeiro, o dinheiro e a dignidade do cidadão aqui dentro.
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