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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Governo mapeia 50 votos contra indicação de Messias ao STF e monta força-tarefa para evitar derrota humilhante

 
Governo mapeia 50 votos contra indicação de Messias ao STF e monta força-tarefa para evitar derrota humilhante

O Palácio do Planalto acaba de receber um balde de água gelada que nem o mais pessimista dos articuladores preveria: o governo mapeou que já existem, pelo menos, 50 votos no Senado contra a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Para quem não está habituado com a matemática do poder, o cenário é de terra arrasada. São necessários apenas 41 votos para a aprovação, o que significa que o governo precisa "virar" nove senadores convictos. Não é apenas uma dificuldade técnica; é um sinal claro de que o sistema está em curto-circuito.


O que estamos presenciando não é uma súbita crise de consciência ideológica do Senado. Se fosse por princípios, nomes como Zanin e Flávio Dino jamais teriam passado. O buraco é mais embaixo e envolve o que há de mais pragmático — e, por vezes, mesquinho — na política brasileira. A verdade nua e crua é que o Senado está cobrando a conta das "lambanças" de Flávio Dino. Ao assumir sua cadeira no STF, Dino não demorou a mostrar a que veio, bloqueando emendas parlamentares e atingindo o bolso e a base eleitoral dos mesmos senadores que o aprovaram. O resultado? Uma sede de vingança que agora sobra para o próximo da fila: o Messias.


Nesse tabuleiro de xadrez, surge a figura do que muitos já chamam de "Imperador do Brasil". Alexandre de Moraes, o homem que parece ditar o ritmo da República, deu as costas ao indicado de Lula para ficar ao lado de Rodrigo Pacheco. É uma lição de realismo político para quem ainda acha que o atual ocupante da cadeira presidencial manda em algo. Lula parece um "presidente transplantado", alguém que ocupa o cargo por uma espécie de concessão de Moraes, e que, ao tentar emplacar um nome sem a benção do "Deus Sol", descobriu que sua autoridade é um castelo de cartas.


A reação do Planalto é típica: montar uma "força-tarefa" baseada no "topa tudo por dinheiro". O governo não tenta convencer os senadores de que Messias possui notável saber jurídico ou reputação ilibada — até porque convencer alguém disso exige fatos, e os fatos jogam contra. A estratégia é a compra pura e simples de apoio através de cargos, verbas e promessas de última hora. O objetivo agora nem é mais a vitória, mas sim evitar uma "derrota acachapante" que exponha a total fragilidade do governo. Estão lutando para perder de pouco, para que a humilhação não seja histórica.


O mais irônico — e preocupante — é ver ministros como Nunes Marques e André Mendonça trabalhando nos bastidores em favor do Messias. Isso mostra como as linhas entre os poderes foram borradas. Enquanto Alexandre de Moraes isola o governo para manter sua hegemonia junto ao Senado, outros membros da Corte tentam salvar o indicado de Lula. É a política do "toma lá, dá cá" levada às últimas consequências, onde o interesse público é a última preocupação.


Para o cidadão comum, que acorda cedo e paga a conta desse banquete de vaidades, fica a lição: o governo Lula não tem base, não tem projeto e não tem autoridade real. Ele sobrevive de pagar por cada apoio, e esse pagamento sai do seu bolso. É um modelo falido que ignora a lógica da eficiência e da meritocracia em nome da sobrevivência política.


A solução para esse caos institucional não virá de acordos de gabinete. Ela exige um retorno imediato ao respeito à separação de poderes e uma limpeza nas práticas de governança. Precisamos de um Estado que não precise comprar o Legislativo para funcionar, mas que o convença através de resultados econômicos e ordem social. Enquanto o critério para o STF for a lealdade ao "chefe" e a moeda de troca forem as emendas, continuaremos presos a essa engrenagem que mói o futuro do país. É hora de uma revolução mental: pare de acreditar em narrativas de "reconstrução" e olhe para os dados. O que falta em Brasília, definitivamente, é que algumas pecinhas voltem ao lugar certo.

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