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domingo, 14 de dezembro de 2025

COP 30 em Belém vira palco de caos, protestos indígenas e irrelevância internacional

 
COP 30 em Belém vira palco de caos, protestos indígenas e irrelevância internacional

Vamos direto ao ponto, porque a realidade não pede licença e nem aceita desaforo. Enquanto a narrativa oficial tenta vender a imagem de um Brasil protagonista na pauta ambiental, o que vemos em Belém, sede da COP 30, é um retrato fiel da desorganização e da desconexão entre o governo e o povo que ele diz defender. A tal "cúpula da floresta" se transformou em uma sucessão de erros logísticos, protestos e um vazio diplomático constrangedor.


O cenário descrito nos últimos dias é de colapso. Se há dois dias tivemos invasões e quebra-quebra, hoje a situação escalou para um bloqueio estratégico. O grupo indígena Munduruku travou a entrada da chamada "Zona Azul", a área VIP onde circulam – ou deveriam circular – os embaixadores e a elite burocrática do evento. O motivo? Eles protestam contra um decreto do próprio Lula que permite a navegação nos rios Tapajós e Xingu, além de se posicionarem firmemente contra os mecanismos de crédito de carbono.


Aqui a gente precisa pausar e analisar a hipocrisia como método. O governo federal, que enche a boca para falar em defesa dos povos originários, é o mesmo que agora se vê emparedado por eles. Os indígenas alegam, com razão, que as propostas de mercado de carbono e fundos internacionais nada mais são do que a "venda da floresta", retirando a autonomia de quem vive lá para entregar o controle a empresas intermediárias e ONGs. É o que sempre digo: a esquerda adora o pobre e o índio como peças de propaganda, mas detesta quando eles decidem pensar por conta própria e rejeitar a tutela estatal.


A desorganização não parou por aí. Enquanto a elite globalista ficava barrada na entrada, trabalhadores, imprensa e equipes de apoio foram trancados do lado de fora da "Green Zone" sem justificativa, derretendo sob o calor inclemente de Belém. Imagine a cena: centenas de pessoas aglomeradas, sem proteção contra o sol, enquanto lá dentro – quando o sistema funciona – geradores movidos a combustíveis fósseis garantem o ar-condicionado para debater o fim... dos combustíveis fósseis. Parece piada, mas é a gestão pública brasileira em sua essência.


E não são apenas os indígenas. Os extrativistas, verdadeiros trabalhadores da floresta que vivem da coleta de açaí e castanha, também foram para as ruas. Eles estão sendo proibidos de trabalhar, impedidos de colher seus frutos e madeira, em nome de uma preservação ambiental desenhada em gabinetes refrigerados muito longe da realidade amazônica. "A morte da floresta é o fim da nossa vida", diziam os cartazes. O Estado agigantado chega para "proteger" e acaba matando a economia local de subsistência.


O resultado prático dessa ópera bufa? Irrelevância. Apenas 29 líderes de estado apareceram. Um número ínfimo que esvazia qualquer poder de decisão do evento. A mídia norte-americana, inclusive os canais alinhados à esquerda como a MSNBC, ignora solenemente a conferência, talvez por vergonha alheia do fracasso. Quem comentou foi Donald Trump, e apenas para criticar. O próprio Lula, num lampejo raro de lucidez, admitiu que a ONU perdeu sua capacidade de governança mundial. Nisso, e talvez só nisso, ele tem razão: essas organizações supranacionais viraram cabides de emprego e palcos de discurso vazio que custam caro ao pagador de impostos.


Agora, assistimos ao clássico "jogo da culpa" do funcionalismo público. A Prefeitura de Belém culpa o Estado do Pará, que culpa o Governo Federal, que culpa o Exército, que deve culpar a ONU. Ninguém assume a responsabilidade pelo fato óbvio: Belém, apesar de ser uma cidade fantástica, não recebeu a infraestrutura necessária para um evento desse porte, e a insistência política em realizá-lo lá, sem preparo, cobrou seu preço.


Para quem analisa fatos e dados, a conclusão é lógica. O Brasil precisa de menos teatro internacional e mais eficiência interna. Precisamos de soberania real, onde o desenvolvimento da Amazônia inclua seus habitantes através da livre iniciativa e do comércio, e não de decretos que engessam a região para agradar burocratas estrangeiros. Enquanto faltar essa "pecinha" na cabeça dos governantes para entender que liberdade gera prosperidade, continuaremos patrocinando vexames globais com o dinheiro do povo.


A realidade, meus caros, sempre se impõe. E a realidade da COP 30 é que ela é um fracasso caro, quente e vazio.

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