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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Acordo no Senado americano sinaliza o fim da paralisação do governo e expõe derrota da esquerda radical

 
Acordo no Senado americano sinaliza o fim da paralisação do governo e expõe derrota da esquerda radical

Os Estados Unidos estão prestes a encerrar o maior "shutdown" da sua história, que já dura 35 dias. Para quem não está familiarizado com o termo, o shutdown acontece quando o governo estoura seu teto de endividamento e fica proibido por lei de realizar pagamentos não essenciais. Isso significa parques fechados, museus com as portas trancadas e, o que é mais grave, milhares de funcionários públicos sem receber salário. Mas a realidade por trás dos números mostra algo muito mais profundo: uma queda de braço ideológica onde a lógica da eficiência finalmente começou a dobrar a narrativa do controle estatal.


O impasse que paralisou a maior economia do mundo não foi técnico, foi político. De um lado, os democratas tentavam forçar o aumento de verbas para o sistema de saúde estatal deles, que muitos conhecem como "Obamacare". Do outro, o governo Trump e os republicanos mantinham o pé no chão: aceitariam discutir o orçamento, desde que imigrantes ilegais fossem excluídos desses benefícios financiados pelo pagador de impostos americano. É a aplicação direta da ordem e do respeito à soberania nacional sobre o assistencialismo desenfreado.


A notícia que chega agora é que um grupo de senadores democratas finalmente cedeu. Eles aceitaram votar o fim da paralisação sem as garantias de subsídios que exigiam anteriormente. E por que mudaram de ideia? Porque o shutdown começou a doer no bolso dos próprios governos estaduais que eles representam. Quando o governo federal para, os repasses para os estados também travam. A realidade bateu à porta e a ideologia teve que recuar.


Para nós, que analisamos os fatos com o rigor de quem busca a verdade, o caso dos controladores de voo é o exemplo mais prático de como o gigantismo estatal é frágil. Esses profissionais, sem receber, começaram a pedir demissão para trabalhar na iniciativa privada ou em outros países. O resultado? Atrasos nos aeroportos e caos logístico. Isso prova que, não importa o tamanho do Estado, ele depende da competência de indivíduos que não aceitam ser reféns de brigas políticas por tempo indeterminado.


A esquerda radical, representada por figuras como Bernie Sanders e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, ficou furiosa. Estão gritando nos corredores do Congresso que os colegas "traíram a causa". Mas o que eles chamam de traição, eu chamo de um choque de realidade. Para quem insiste em ignorar que o dinheiro público tem limite e que as leis devem ser seguidas, parece que realmente falta uma "pecinha na cabeça". Eles preferiam manter o país quebrado e os funcionários sem salário a abrir mão de uma pauta que incentiva a ilegalidade migratória.


O acordo atual prevê que o shutdown seja encerrado formalmente nos próximos dias, com a promessa de que a discussão sobre a saúde será feita à parte, em dezembro. Ou seja: os republicanos ganharam tempo, garantiram o funcionamento da máquina e não entregaram o que a esquerda queria de mãos beijadas. Trump ainda aproveitou a brecha para fazer cortes em massa em setores inchados do governo, embora o acordo agora preveja a readmissão de alguns. É a visão de um Estado que tenta ser mínimo sendo atacada por quem quer que ele seja um mastodonte controlador.


Os Estados Unidos nasceram sob o signo da liberdade, com uma Constituição feita para limitar o poder de Brasília deles (Washington) sobre a vida do cidadão. Com o tempo, o governo americano cresceu além da conta, mas situações como essa lembram ao mundo que a riqueza real de uma nação está na sua sociedade e na sua livre iniciativa, não no cofre do governo. Quando o governo fecha o museu, a vida continua. Quando o governo impede o cidadão de produzir, aí sim temos uma tragédia.


A lição que fica para nós, brasileiros, é clara: a narrativa do "Estado protetor" desmorona diante da primeira crise orçamentária séria. O fim deste shutdown é uma vitória estratégica da lógica sobre o populismo. Precisamos parar de aceitar que o governo seja o dono das nossas vidas. É hora de uma revolução mental onde o cidadão entenda que ele é o motor do país, e o Estado é apenas um serviço que deve ser eficiente, barato e, acima de tudo, limitado.

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