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sábado, 11 de outubro de 2025

Vistos Cancelados: A Realidade por Trás da "Tristeza" no Gabinete de Moraes

 
Vistos Cancelados: A Realidade por Trás da "Tristeza" no Gabinete de Moraes

A notícia que circula nos corredores de Brasília é de uma suposta "tristeza insofismável" no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Um "mar de lágrimas", segundo relatos, porque o ministro e seus assessores mais próximos descobriram, por conta própria, ao consultar o site do governo americano, que seus vistos de entrada nos Estados Unidos foram sumariamente revogados. A narrativa que tentam construir é a de uma surpresa, de uma formalidade burocrática que deu errado. Mas vamos aos fatos, pois a realidade sempre se sobrepõe à narrativa.


O que estamos testemunhando não é um simples problema consular. É a aplicação da "Lei Magnitsky", um poderoso instrumento do governo americano para sancionar indivíduos ao redor do mundo que são identificados como violadores de direitos humanos. Portanto, a impossibilidade de visitar a Disney não é o ponto central; o que está em jogo é o reconhecimento internacional de que atos graves contra as liberdades fundamentais dos brasileiros foram cometidos. A "punição", como a própria fonte descreve, não é uma represália, mas uma consequência direta de ações que ultrapassaram os limites da legalidade e da decência.


A lista de sancionados, que inclui não apenas Moraes, mas outros sete ministros como Barroso, Fux, Gilmar Mendes e o agora ministro Flávio Dino, além de seus auxiliares, revela a dimensão do problema. A questão que o cidadão comum deve se fazer é: por quê? A resposta não está nos autos de processos sigilosos, mas nos fatos que todos nós acompanhamos. Vimos prisões que muitos consideram políticas, sem individualização de conduta, como as que ocorreram após o 8 de janeiro. Vimos a manutenção de centenas de pessoas em condições análogas a campos de concentração, uma afronta a qualquer noção de dignidade humana. A morte de Cleriston Pereira da Cunha sob custódia do Estado é uma mancha que não se apaga com notas de pesar.


A hipocrisia se torna evidente quando se compara a "dor" de ter um visto cancelado com o sofrimento real imposto a cidadãos brasileiros. Enquanto a elite do judiciário se lamenta por não poder mais viajar, famílias foram destroçadas, contas bancárias de pessoas não investigadas foram bloqueadas e a liberdade de expressão foi sistematicamente cerceada. O que o governo americano sinaliza é que, enquanto o sistema aqui dentro parece se proteger, o mundo está observando. O argumento de que "apenas cumpriam ordens" não serve como desculpa, nem aqui, nem no exterior. A história já nos ensinou que obedecer a uma ordem ilegal é ser cúmplice da ilegalidade.


Essa medida externa é apenas o começo. É um sintoma da erosão da credibilidade das nossas instituições. A tentativa de criminalizar uma corrente de oposição inteira, o bolsonarismo, tratando-a não como uma força política legítima que representa a vontade de milhões, mas como uma organização criminosa, é a raiz de toda essa crise. A justiça não pode ter partido e não pode operar com base em vingança. Quando a justiça se torna um instrumento de perseguição política, ela perde sua legitimidade.


O que essa revogação de vistos realmente significa é que a armadura de impunidade começou a rachar. Para muitos, a punição ainda é branda diante da gravidade dos atos cometidos, mas é simbolicamente poderosa. Mostra que as fronteiras do poder não são absolutas e que a responsabilidade, cedo ou tarde, chega. A verdadeira revolução que o Brasil precisa é mental: a de parar de aceitar narrativas prontas e começar a questionar os fatos. A questão nunca foi sobre uma viagem de férias, mas sobre o futuro da nossa liberdade.

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