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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

UFPE Cria "Medicina do MST": Formação de Médicos ou Privilégio para a Militância?

 
UFPE Cria "Medicina do MST": Formação de Médicos ou Privilégio para a Militância?

A notícia de que a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) criou uma turma de medicina com 80 vagas exclusivas para membros do Movimento dos Sem Terra (MST) e quilombolas é um daqueles momentos em que a realidade supera qualquer narrativa. À primeira vista, a universidade vende a ideia de inclusão, afirmando que as vagas "normais" não foram afetadas, pois se trata de uma turma "extra". Mas essa é a versão para quem se recusa a enxergar os fatos. A pergunta que o cidadão comum, aquele que paga a conta, deve fazer é: quem financia essa turma "extra"?


A resposta é óbvia: você. Eu. Todos os brasileiros.


Cada centavo gasto com os professores, laboratórios e toda a estrutura para essa nova turma sairá dos impostos que pagamos. Isso significa que o trabalhador brasileiro está sendo forçado a financiar a formação de médicos selecionados não pelo mérito acadêmico em uma competição aberta, mas por sua filiação a um movimento político. É a oficialização de um privilégio absurdo, um tapa na cara do princípio da isonomia, que deveria garantir que todos são iguais perante a lei e nos processos seletivos públicos.


A narrativa da "reparação social" é a cortina de fumaça perfeita para a esquerda. Eles argumentam que os membros do MST são pobres e precisam de ajuda. Ora, para isso já existem as cotas para pessoas de baixa renda, para negros e para pardos dentro do sistema regular. Se a preocupação fosse genuinamente com os mais pobres, bastaria que eles concorressem por essas vias já existentes. Ao criar uma casta específica para um movimento político, a universidade não promove justiça; ela escancara o seu real objetivo: o aparelhamento ideológico e a distribuição de favores para a militância aliada.


Essa decisão é a materialização do método petista de governar: criar benefícios e privilégios para os "seus", para os integrantes do seu esquema de poder, enquanto o resto da população arca com os custos. O MST, que o próprio Lula já chamou de "seu exército", recebe agora um agrado caríssimo: a formação de 80 médicos. É um claro afago em um grupo que age muitas vezes à margem da lei, com invasões de terras e métodos que flertam com o terrorismo. Enquanto isso, o filho do trabalhador comum, que estuda por anos a fio, continuará enfrentando uma concorrência brutal por uma vaga, sabendo que 80 postos foram entregues de bandeja por critério político.


O problema, no entanto, é ainda mais profundo e revela a doença do nosso sistema de ensino superior público. A universidade, que deveria ser um templo do conhecimento e da meritocracia, tornou-se um instrumento de um projeto de poder. A gratuidade do ensino superior público no Brasil é uma das maiores farsas já contadas. Não existe nada de graça. Quem paga por ela são os mais pobres, através de impostos embutidos em cada quilo de arroz que compram, para que, na maioria das vezes, os filhos da classe média e alta, que poderiam pagar por seus estudos, ocupem as vagas. Eu mesmo, quando estudei engenharia na UFRJ, via o estacionamento lotado. Que "pobre" é esse que vai de carro para a universidade?


A solução para essa distorção não é criar mais castas e privilégios, mas sim implodir o modelo. A única saída justa e eficiente é a privatização do sistema, acompanhada de um programa de vouchers educacionais. O aluno que comprovar não ter condições de pagar, mas que tiver mérito para passar no vestibular de uma instituição de qualidade, receberia do governo o financiamento para seus estudos. O dinheiro seguiria o aluno, e não a estrutura burocrática e ideologizada do MEC. Isso sim seria justo. O recurso público iria para quem realmente precisa, e as universidades teriam que competir por qualidade para atrair os melhores alunos, sejam eles ricos ou pobres.


O que a UFPE fez foi criar um atalho para a militância, um camarote VIP financiado com dinheiro público. É a inversão completa de valores. Em vez de uma escada de mérito, criaram um elevador ideológico. O Brasil não precisa de médicos formados para servir a uma causa política; precisa de profissionais competentes, selecionados de forma justa, para servir a toda a sociedade.


É hora de iniciar uma revolução mental. Precisamos parar de engolir as narrativas convenientes da esquerda e começar a questionar a lógica por trás de cada decisão. Quem realmente se beneficia? Quem paga a conta? Quando entendermos que o Estado não é um pai generoso, mas um gigante sustentado pelo nosso trabalho, deixaremos de aceitar que ele distribua nosso dinheiro como recompensa para seus aliados políticos. A verdadeira justiça social nasce da igualdade de oportunidades, não do privilégio para militantes.


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