Enquanto a mídia tradicional pintava um cenário de apocalipse, a paralisação do governo americano, o chamado "shutdown", revelou uma das mais audaciosas jogadas de xadrez político da administração Trump. O que foi vendido como um desastre iminente era, na verdade, uma aula sobre a diferença fundamental entre o Estado e a Nação, e uma demonstração clara de como a máquina pública pode e deve ser contida. A narrativa do caos serve apenas para proteger um sistema que se alimenta do dinheiro do pagador de impostos para crescer descontroladamente.
Vamos aos fatos, sem a linguagem rebuscada que serve para confundir. O governo americano não pode se endividar infinitamente sem a permissão do Congresso. A lei exige uma aprovação de 60% dos parlamentares para elevar o teto da dívida. O governo Trump, embora tivesse maioria, não possuía esses 60%, abrindo a porta para a chantagem política da oposição. Os democratas, em uma manobra clássica, condicionaram seu voto à garantia de verbas para bancar a assistência médica de imigrantes ilegais. A resposta de Trump foi direta, como deve ser a de um líder que defende seu país: não. E que o governo parasse.
Aqui, a maioria dos analistas, viciados na narrativa do Estado como motor de tudo, previu a catástrofe. Mas eles erraram o alvo. A paralisação afeta apenas os serviços "não essenciais". O exército, a proteção de fronteiras, a imigração e as emergências médicas continuam funcionando. O que para? O cabide de empregos, a burocracia que emperra, os gastos supérfluos. Os parques nacionais fecham? Sim. Mas a segurança da nação permanece intacta. A realidade é que, para o cidadão comum, o impacto imediato é mínimo, mas o recado é gigantesco.
A esquerda e a mídia que lhe serve de porta-voz gritaram sobre os "impactos econômicos". Falaram em queda do Produto Interno Bruto (PIB). E aqui reside a desonestidade intelectual que precisa ser exposta. O PIB, essa medida tão adorada por economistas que nunca administraram uma empresa, soma os gastos do governo como se fossem um indicador de riqueza. É uma falácia. Quando o governo gasta menos, o PIB cai, mas isso não significa que a economia real, a da iniciativa privada, está pior. Significa apenas que o Estado está gastando menos do seu dinheiro.
Vejamos o caso do Brasil sob o governo Lula. O PIB cresce? Sim, mas à custa de um endividamento brutal e de um gasto público desenfreado que corrói o poder de compra do cidadão com a inflação. Isso não é crescimento, é inchaço. É o Estado se apropriando da riqueza da sociedade para sustentar sua própria estrutura e seus aliados. A queda do PIB americano durante o "shutdown" foi, na verdade, um detox, uma redução do "PIB estatal", algo profundamente positivo para a saúde da economia a longo prazo.
A genialidade da estratégia de Trump foi ainda mais profunda. Ele não apenas resistiu à chantagem, como usou a crise para avançar sua agenda de enxugamento da máquina pública. Diante do impasse, ele apresentou a terceira via, aquela que os políticos estatistas jamais consideram: em vez de pedir mais dinheiro emprestado, ele ameaçou cortar na própria carne do sistema, com a demissão de até 750.000 funcionários públicos. A mensagem foi clara: se o Congresso não o deixava trabalhar, ele iria diminuir o tamanho do problema. Ele transformou uma crise imposta pela oposição em uma oportunidade para fazer o que prometeu: um governo menor e mais eficiente.
Essa situação é um espelho do conflito que vivemos no Brasil. De um lado, a visão de que o Estado deve tutelar tudo e todos, gastando sem limites. Do outro, a visão de que a prosperidade nasce da liberdade, do trabalho e da livre iniciativa, com um Estado que serve ao cidadão, e não o contrário. A paralisação do governo americano não foi um acidente, foi uma escolha deliberada de um líder que entende que o poder do Estado deve ter limites.
A lição que fica é que precisamos parar de temer a redução do Estado. A máquina pública não é uma entidade sagrada. Ela é uma ferramenta que, quando cresce demais, se torna um fardo. O verdadeiro motor de uma nação é seu povo, não seus burocratas. A revolução que o Brasil precisa não é uma de armas, mas uma revolução mental: a de compreender que um governo menor não significa um país mais fraco, mas sim um cidadão mais forte e mais livre.
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