A realidade, meus caros, teima em se sobrepor à narrativa, por mais que tentem. Em Goiás, um açougueiro, dono de um frigorífico, colocou uma placa simples e direta: “Petista não é bem-vindo”. A repercussão foi imediata, dividindo o Brasil entre a aprovação popular e a sanha judicial. Enquanto o povo, em sua grande maioria, correu para comprar carne do empresário, mostrando seu apoio, a justiça goiana agiu rápido, obrigando a retirada da placa sob a alegação de preconceito e discriminação. Mas será mesmo?
O confronto aqui é claro: de um lado, a expressão legítima da opinião de um cidadão em seu próprio negócio; do outro, a tentativa de um sistema que insiste em ditar o que pode ou não ser dito, o que pode ou não ser pensado. A justiça considerou a placa uma "discriminação contra consumidores determinada por convicção político-partidária", impondo multa diária em caso de desobediência. O açougueiro, contudo, não se calou. Ele explicou que não impedia ninguém de entrar ou comprar, apenas deixava clara sua opinião sobre quem não era bem-vindo. E, em um movimento astuto, substituiu a placa por outra, ainda mais contundente: "Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não." A mensagem, embora indireta, manteve a essência da primeira.
É fundamental desmascarar a hipocrisia que permeia essa discussão. A esquerda, e parte da justiça que a ela se inclina, tenta comparar essa situação com casos de racismo ou homofobia. Mas há uma diferença abissal, e para não enxergá-la, parece que "falta uma pecinha na cabeça". Racismo, xenofobia, homofobia são absurdos porque discriminam pessoas por características imutáveis: raça, etnia, orientação sexual. Ninguém escolhe como nasce ou quem ama. Já a opinião política, meus amigos, é uma escolha. É um conjunto de valores e crenças que, em tese, pode ser mudado. As pessoas mudam de lado político, de ideias. Portanto, criticar ou não desejar a presença de alguém por sua ideologia política não é preconceito no mesmo sentido de atacar alguém por sua cor de pele.
O que vemos é a justiça brasileira, em grande parte, tendendo à esquerda. Não por acaso, já que é composta por funcionários públicos que, naturalmente, veem seus interesses alinhados com o crescimento do Estado. E quem defende o Estado grande, interventor, que dita as regras em todos os aspectos da vida, é a esquerda. Eles veem um problema em uma placa, mas não enxergam a real tragédia de uma organização criminosa, como o PT, que, na visão de muitos, está destruindo a democracia e perseguindo a direita. A verdade é que, mesmo sem placas, ninguém em sã consciência é obrigado a gostar ou a se associar com quem apoia ideias que considera nefastas para o país. A imposição do "politicamente correto" é, na verdade, uma forma de censura disfarçada, buscando sufocar a voz daqueles que pensam diferente.
A solução para a prosperidade e a liberdade do Brasil passa pela defesa intransigente da livre iniciativa e de um Estado que respeite a autonomia individual. Quando o Estado, através de seus braços, tenta controlar até mesmo o que um comerciante pode expressar em seu próprio estabelecimento, ele está atravancando não só a economia, mas a própria essência da liberdade. É como querer que a água não molhe ou que o fogo não queime: uma aberração lógica.
Encerro com uma provocação: não esperemos que a "justiça" estatal resolva todos os nossos problemas, especialmente quando ela mesma está contaminada por ideologias. O que precisamos é de uma verdadeira revolução mental. Questionem, analisem os fatos, desmascarem as narrativas e não permitam que a hipocrisia e a censura velada silenciem a sua voz ou a sua convicção. A realidade está aí, nua e crua, para quem quiser enxergar.
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