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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Congresso derruba vetos de Lula e destrava o desenvolvimento com nova Lei de Licenciamento Ambiental

 
Congresso derruba vetos de Lula e destrava o desenvolvimento com nova Lei de Licenciamento Ambiental

O Brasil viveu recentemente um daqueles momentos raros em que a realidade consegue, à força, se sobrepor à narrativa do atraso. Em uma sessão conjunta do Congresso Nacional, deputados e senadores impuseram uma derrota significativa ao governo Lula, derrubando vetos cruciais que mantinham o país amarrado. O destaque absoluto foi a recuperação da integridade da nova Lei de Licenciamento Ambiental. Não se trata apenas de uma disputa política; é uma vitória da eficiência contra a burocracia estatal que, há anos, sufoca quem tenta produzir neste país.


O Congresso contra o Atraso


A sessão conjunta foi marcada por uma postura firme do Legislativo. O governo Lula, fiel à sua visão de Estado inchado e controlador, havia vetado os principais artigos da lei aprovada pela Câmara e pelo Senado. A estratégia era clara: sancionar o texto, mas retirar o "recheio", tornando a legislação inócua. Felizmente, o Congresso reagiu. Dos 59 vetos presidenciais relacionados ao licenciamento ambiental, 52 foram derrubados.


Isso significa que a lei agora vale como foi originalmente concebida pelos representantes do povo, e não como gostaria a caneta presidencial. Além disso, houve avanços na derrubada de vetos sobre o "Propag", o programa de pagamento de dívidas dos estados, jogando a responsabilidade de custos gerados por gestões passadas — muitas delas desastrosas e de esquerda — para o governo federal resolver. Mas o grande divisor de águas é, sem dúvida, a questão ambiental.


A Lógica Perversa da Burocracia


Para entender a importância dessa mudança, precisamos analisar a estrutura de incentivos do serviço público, algo que a engenharia de processos nos ensina a observar com atenção. Até hoje, a dinâmica dentro de órgãos como o IBAMA premiava a ineficiência. Coloque-se no lugar do servidor: se ele aprova uma obra e, por ventura, ocorre algum problema ambiental futuro, ele é responsabilizado, sofre processo administrativo e tem sua carreira prejudicada. Por outro lado, se ele não aprova nada, se ele "senta em cima" do processo e inventa mil exigências — a falta de um carimbo, a cor da via do documento ou qualquer detalhe irrelevante —, ele está seguro.


O sistema atual incentiva o "não fazer". Quanto mais o burocrata enrola, mais garantida está sua aposentadoria tranquila. Quem paga a conta é o país, que fica sem estradas, sem ferrovias e sem infraestrutura, refém de uma máquina que opera para si mesma e não para o cidadão.


O Fim do "Sentar em Cima" do Processo


A nova legislação ataca exatamente esse ponto nevrálgico. Agora, existem prazos definidos para que o órgão ambiental dê uma resposta. Se o IBAMA não se manifestar dentro do tempo estipulado, ocorre a aprovação por decurso de prazo. Acabou a era de engavetar projetos indefinidamente. Isso obriga o Estado a ser eficiente: ou analisa e decide, ou o desenvolvimento segue seu curso.


Outro ponto de extrema racionalidade trazido pela lei é a simplificação para obras de manutenção. Tomemos como exemplo a BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. A estrada já existe, já foi asfaltada no passado. Exigir um licenciamento ambiental completo, como se fosse uma obra nova abrindo uma clareira na mata virgem, para apenas repavimentar o que já está lá, é um contrassenso. A nova lei simplifica esse processo, permitindo que a infraestrutura existente seja recuperada sem a via crucis burocrática anterior.


A Falácia dos "Especialistas" e o Choro da Esquerda


Como era de se esperar, a esquerda e seus "especialistas" de estimação estão em polvorosa, alegando o fim dos tempos. É curioso notar como, para esse grupo, a solução para tudo é sempre mais Estado, mais proibição e menos liberdade. Eles ignoram que a verdadeira proteção ambiental se faz com recursos e desenvolvimento, não com papelada que trava o país. Se esses especialistas querem ditar as regras, deveriam se candidatar e receber votos. Enquanto não o fazem, quem decide são os representantes eleitos.


Um Recado Político Claro


Por fim, há um componente político inegável. A derrubada massiva dos vetos sinaliza uma independência importante das lideranças do Congresso, como Hugo Motta e Davi Alcolumbre, em relação ao Executivo. Ao contrário do que parte da imprensa tentou plantar — sugerindo que Hugo Motta teria brigado com a oposição —, a realidade dos fatos mostra um atrito real com o governo. Essa postura de enfrentamento, quando necessária para defender pautas que destravam o Brasil, é fundamental para o equilíbrio dos poderes.


Estamos diante de um avanço institucional. Menos poder para o fiscal de gabinete, mais liberdade para quem empreende e trabalha. É a lógica da livre iniciativa vencendo a lógica do controle. O Brasil precisa de obras, de estradas e de progresso, e não de carimbos.

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