A velha máxima de que "não existe almoço grátis" nunca foi tão verdadeira quanto na diplomacia brasileira atual. Quem assistiu aos últimos pronunciamentos do presidente Lula, estufando o peito para dizer que Donald Trump "não ouse falar grosso com o Brasil", pode ter caído no conto da defesa da soberania nacional. Mas, como engenheiro acostumado a olhar o que está por trás da estrutura, digo a vocês: essa narrativa não para em pé. A realidade é que Lula está deliberadamente sabotando as relações com a maior economia do mundo para proteger a ditadura de Nicolás Maduro. E o motivo não é ideologia, é sobrevivência financeira e política.
Vamos direto aos fatos, sem rodeios. A recente reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi um fiasco retumbante. A narrativa oficial plantada na imprensa amiga tenta vender a imagem de que "as portas foram abertas" e que o diálogo foi desarmado. Mentira. A verdade é que não houve acordo algum. A administração Trump deixou claro que a normalização das relações passa, invariavelmente, pela resolução dos abusos do judiciário brasileiro e pela questão da Venezuela.
Lula, sabendo que não vai ceder na anistia aos presos políticos ou no fim da perseguição a opositores, ativou o "modo conflito". Ele precisa brigar com Trump. As pesquisas internas já mostram Lula perdendo para Bolsonaro em 2026, e sua estratégia agora é criar um inimigo externo para tentar recuperar popularidade — o que chamamos de "efeito Canadá". É uma cortina de fumaça clássica para esconder o desastre interno.
Mas por que a Venezuela é tão vital a ponto de Lula arriscar o agronegócio e a indústria brasileira? Aqui entra a análise que a esquerda tenta esconder. Trump já entendeu o jogo: a Venezuela é a chave do tabuleiro geopolítico. O país tem as maiores reservas de petróleo do mundo. Se os Estados Unidos resolvem a questão venezuelana e aumentam a produção de petróleo lá, o preço do barril cai globalmente. Quem quebra com isso? A Rússia de Putin, que financia sua guerra na Ucrânia com petróleo caro. Derrubar Maduro é, por tabela, sufocar a Rússia e desarticular a esquerda na América Latina.
Para o PT, no entanto, a Venezuela é mais do que um aliado; é um caixa-forte. Acompanhem o raciocínio lógico da evolução da corrupção petista. Primeiro, tivemos o Mensalão, operado via agências de publicidade com dinheiro público direto. O esquema caiu. Depois, veio o Petrolão, sofisticando o roubo através de contratos superfaturados com empreiteiras na Petrobras. A Lava Jato desmontou isso. Qual é a nova fronteira? A internacionalização da propina.
O ex-chefe de inteligência venezuelano, Hugo Carvajal, já cantou a pedra: o dinheiro sai do Brasil (via BNDES, obras da Odebrecht, financiamentos de portos em Cuba) e volta para o partido através de canais informais, o famoso caixa dois, irrigado pelos dólares da ditadura vizinha. Com o cerco fechando internamente, Lula precisa desesperadamente manter o fluxo de caixa venezuelano ativo. É por isso que ele defende Maduro com unhas e dentes, enquanto o MST — servindo mais uma vez de massa de manobra — anuncia o envio de "brigadas internacionalistas" para lutar contra os EUA. Chega a ser cômico, se não fosse trágico, ver brasileiros dispostos a defender uma tirania que esfomeia seu próprio povo.
Quem paga a conta dessa irresponsabilidade? O empresário brasileiro, que verá portas se fecharem no mercado americano. E, ironicamente, até os ministros do STF. Alexandre de Moraes e seus pares, que talvez esperassem que Lula negociasse o fim das sanções e a devolução de seus vistos, podem tirar o cavalinho da chuva. Lula não vai gastar capital político para salvar o pescoço do judiciário se isso custar sua aliança com o bolivarianismo.
Para aqueles que ainda acreditam que o governo está defendendo o interesse nacional, sinto dizer: falta uma pecinha na cabeça para conectar os pontos. A realidade se impõe. Não haverá estabilidade econômica ou diplomática enquanto o Brasil for governado por quem prioriza o projeto de poder de um partido acima da prosperidade da nação.
A única solução real passa pelo retorno à normalidade democrática. Isso significa anistia ampla, geral e irrestrita para os perseguidos políticos e o fim da censura. Os Estados Unidos já sinalizaram que esse é o caminho. Enquanto insistirmos em proteger ditadores e manter um estado de exceção interno, seremos párias. Precisamos de menos narrativas de "soberania" fabricada e de mais liberdade, ordem e vergonha na cara. A revolução que o Brasil precisa não é armada, é mental: parem de ouvir o que eles dizem e comecem a olhar para onde o dinheiro vai.
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