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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Cúpula de Belém expõe o fracasso da COP30 com número ridículo de Chefes de Estado

 
Cúpula de Belém expõe o fracasso da COP30 com número ridículo de Chefes de Estado

O Brasil está assistindo, em tempo real, ao desmoronamento de uma narrativa construída com milhões de reais dos nossos impostos. A tão propagandeada COP30, que deveria marcar o "retorno triunfal" do Brasil ao cenário internacional, entregou um resultado que pode ser definido em uma única palavra: fiasco. Os dados não mentem e a realidade, como sempre, atropela o discurso oficial do governo.


Enquanto a mídia tradicional tenta "dourar a pílula" para salvar a face do Palácio do Planalto, os números brutos mostram que o mundo deu as costas para o evento em Belém. No primeiro dia da cúpula, apenas 18 chefes de estado marcaram presença. Mesmo com o esforço desesperado do Itamaraty para inflar esses dados, chegando a citar 29 ou até 57 líderes esperados para o decorrer da semana, o volume é pífio se comparado a qualquer edição anterior. Para se ter uma ideia, em conferências passadas — mesmo as consideradas "mornas" — o número de líderes reais superava facilmente os 70 ou 80.


A tentativa de manipulação estatística é o que mais chama a atenção. Estão incluindo na conta figuras que não possuem poder de decisão real, como secretários de estado e representantes de baixo escalão. O Vaticano, por exemplo, enviou um secretário, mas o líder de fato, o Papa, não apareceu. No caso do Reino Unido, enviaram o Príncipe William, que é uma figura cerimonial; o Rei Charles III e o Primeiro-Ministro, que são quem realmente assinam documentos e firmam compromissos, ficaram em casa.


Essa distinção técnica é fundamental e aqui entra a precisão que o brasileiro precisa entender: chefe de estado e chefe de governo são os únicos que podem bater o martelo. Quando um país envia o "vice-substituto do adjunto", ele está enviando um recado diplomático claro: "esse evento não é prioritário para nós". É o famoso "mandar a moça do café" para representar a empresa em uma reunião bilionária. É vergonhoso.


O governo tenta se comparar com a COP de 2019, que teve poucos líderes, mas esquece de mencionar um detalhe crucial: aquela edição foi organizada às pressas em Madrid após o cancelamento no Chile. O então presidente Jair Bolsonaro agiu com lucidez ao cancelar o evento no Brasil, poupando bilhões de reais que seriam jogados no lixo para sustentar um teatro ideológico que não traz retorno prático ao cidadão comum. Hoje, fazemos o oposto: gastamos fortunas com infraestrutura e logística para receber uma "lista raquítica" que sequer preenche as primeiras letras do alfabeto — a lista de líderes presentes começa na letra C, com o Chile. Não veio ninguém da Alemanha, da Argentina ou de qualquer potência de peso no início da lista.


A verdade é que a agenda ambiental, do jeito que é empurrada pela esquerda, virou um clube de vaidades financiado pelo seu bolso. Eles vendem a imagem de que o Brasil é o "centro do mundo", mas quando as luzes se acendem, o que vemos são cadeiras vazias e fotos de família preenchidas por burocratas de segundo escalão para fingir quórum. É a política do "faz de conta" levada ao extremo internacional.


Para resolver esse cenário de isolamento real fantasiado de protagonismo, o Brasil precisa de menos diplomacia de palanque e mais pragmatismo. A prosperidade não vem de eventos luxuosos em regiões com infraestrutura precária, mas sim de liberdade econômica e respeito à soberania. O Estado precisa parar de gastar com "showzinhos" inofensivos e focar no que realmente importa: segurança, ordem e livre iniciativa.


O convite que faço a você é para uma revolução mental. Pare de consumir a notícia mastigada pela propaganda oficial. Quando ouvir que "140 países estão representados", pergunte: por quem? Pelo presidente ou pelo motorista da embaixada? Aprenda a ler os dados por trás da fumaça. A realidade é uma pecinha que insiste em não encaixar no quebra-cabeça da esquerda, e o nosso papel é mostrar exatamente onde está o erro.

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