O cenário político brasileiro nos apresentou dois casos que, analisados lado a lado, rasgam o véu da hipocrisia da esquerda e expõem a total dissonância cognitiva desse grupo sobre liberdade, violência e o papel do Estado.
De um lado, a influenciadora Juliana Rosa, conhecida como "Juju dos Teclados", foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Computadores e celulares foram confiscados. O motivo? Uma investigação sobre possíveis ameaças contra o deputado Nicolas Ferreira, o empresário Luciano Hang e outras figuras da direita.
Do outro lado, o comediante Thiago Santinelli, que celebrou publicamente a morte do conservador americano Charlie Kirk, teve seu visto para os Estados Unidos revogado e agora reclama, ironicamente, da falta de "liberdade de expressão".
Vamos analisar os fatos, sem espaço para a linguagem rebuscada que só serve para confundir.
O que Juju dos Teclados falou é, sob qualquer ótica moral, detestável. Em um vídeo, ela não apenas tripudiou da morte de um conservador americano, mas passou a elogiar o assassino. Em seguida, ela perguntou animadamente: "Cadê meus Luiz de Mandioni BR?", em referência direta a um homem que matou um executivo nos Estados Unidos, sugerindo que brasileiros fizessem o mesmo com Nicolas Ferreira.
Esse tipo de fala expõe o método da esquerda: eles acusam a direita de "fascista" e "nazista", mas são eles que historicamente idolatram a violência como ferramenta legítima para resolver problemas políticos.
Contudo, a reação da direita ao acionar a polícia é um erro estratégico colossal.
Como um liberal na economia e um defensor da liberdade, minha posição é clara: a liberdade de expressão precisa ser absoluta, mesmo para discursos nojentos. O que Juju fez foi uma sugestão, não uma ameaça real, direta e imediata. Se alguém cometesse o ato, a culpa seria de quem o cometeu, não de quem falou.
Ao usar a violência estatal (a polícia) para calar um discurso, a direita entrega nas mãos da esquerda exatamente a arma que ela mais deseja: o precedente para a censura.
Amanhã, quando um conservador disser que "mulheres trans não devem participar de esportes femininos", a esquerda usará esse mesmo precedente para acusá-lo de "insinuar a morte" de pessoas trans e mandar a polícia confiscar seus computadores. Não se combate o Estado gigante pedindo mais Estado.
A hipocrisia desse cenário fica cristalina no caso do comediante Thiago Santinelli. Ele é parte do grupo que exigiu ativamente o cancelamento e a prisão do comediante Léo Lins. Para Santinelli, o discurso de Léo Lins era crime e merecia cadeia.
Porém, quando o próprio Santinelli fez piada celebrando a morte de um conservador e, como consequência, teve seu visto americano (um privilégio, não um direito) revogado, ele correu para as redes sociais para reclamar da "terra da liberdade de expressão".
A desonestidade intelectual é gritante. A lógica da esquerda é: "Liberdade de expressão para mim e meus aliados; censura e prisão para meus inimigos". Quando a realidade bate à porta, eles não conseguem sustentar a própria narrativa. Para não enxergar uma contradição tão óbvia, parece que "falta uma pecinha na cabeça" [Referência à Persona].
A imagem de Juju na delegacia, "toda chateada" e sem a maquiagem da internet, é simbólica. Ela, que defende um Estado controlador, provou um pouco do próprio veneno. O Estado não resolve problemas, o Estado é violência.
A solução correta para o caso dela não é a polícia. A solução é a defendida por um mercado livre de ideias: o boicote, a exclusão social. Que o público deixe de assistir seu canal, que patrocinadores retirem apoio. A resposta para um discurso ruim é um discurso melhor, baseado em fatos, não o silêncio imposto pela força.
Usar a polícia para calar a Juju é como tentar apagar fogo com gasolina. Você só piora o incêndio e dá ao seu adversário exatamente o que ele precisa para queimar você depois. É hora de o brasileiro iniciar sua revolução mental: pare de pedir ao Estado para resolver tudo. A verdadeira liberdade exige responsabilidade e o fim da hipocrisia.
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