Enquanto o cidadão comum, especialmente aquele que vive no campo, finalmente encontra na Starlink uma conexão de internet decente, o governo brasileiro, representado pelo presidente da Anatel, Carlos Baigori, decide que o progresso precisa de um freio de mão. A narrativa oficial, cheia de termos pomposos como "uso sustentável das órbitas", é a de que bilionários como Elon Musk estariam "dominando o espaço" e que é preciso garantir o lugar de nações "em desenvolvimento". Na prática, o que vemos é uma tentativa descarada de barrar a inovação para proteger um cartel de empresas de telefonia que há décadas entrega um serviço caro e medíocre ao brasileiro.
Vamos aos fatos, sem a maquiagem da retórica estatal. O argumento central de Baigori, que convenientemente almeja um cargo burocrático na União Internacional de Telecomunicações (UIT), um braço da ONU, é que a constelação de satélites da Starlink vai congestionar o espaço [09:44.800]. Para quem tem um mínimo de noção de escala, essa afirmação é um disparate. O espaço é vasto, e os satélites da Starlink operam a quilômetros de distância uns dos outros [04:20.639]. Há lugar de sobra para a tecnologia atual e para futuras inovações, incluindo as de qualquer empresa brasileira que queira competir honestamente. A verdade é que não há congestionamento algum; o que existe é um congestionamento de inveja e medo da concorrência.
O que incomoda o sistema não é a falta de espaço no céu, mas a perda de espaço no mercado. A Starlink, com sua eficiência, tornou-se a solução definitiva para a conectividade no Brasil rural, um "monopólio de fato", não por imposição, mas por pura competência [03:35.439]. Isso expõe a incompetência crônica das velhas gigantes da telefonia — Claro, Vivo, Oi e Tim — que, em vez de investirem em melhorias, passaram anos chorando por proteção e reservas de mercado na Anatel [05:33.319]. Agora, diante de uma tecnologia disruptiva, a reação é a mesma: pedir ao "papai" Estado para proibir o concorrente mais habilidoso.
A hipocrisia atinge o ápice quando o presidente da Anatel acusa Musk de "ignorar regras globais" [04:41.680]. Acontece que a própria ONU, que Baigori tanto exalta, é um tigre de papel. Suas regulamentações são, na maior parte do tempo, solenemente ignoradas por nações soberanas [00:53.600]. A ideia de que um decreto da UIT poderia, magicamente, fazer os satélites desviarem do espaço aéreo brasileiro é uma fantasia que beira a doença mental, um "juspositivismo" agudo, onde se acredita que a realidade se curva a um pedaço de papel carimbado [07:53.840].
Enquanto o governo sonha em criar uma "Starlink BR" estatal — um projeto que, se um dia sair do papel, já podemos prever que será fruto de licitações corruptas, superfaturado e ineficiente [09:07.760] —, o brasileiro é quem paga a conta, condenado a esperar por um futuro que já chegou para o resto do mundo. A ordem é: você, cidadão, fique sem internet de qualidade para que, daqui a algumas décadas, talvez o Estado lhe ofereça um serviço inferior pela metade do preço.
Mas a realidade, como sempre, atropela a narrativa. Em uma jogada de mestre, Elon Musk antecipou o bloqueio burocrático e adquiriu a EcoStar, uma empresa que, ironicamente, já possui licença da própria Anatel para operar telefonia celular em 116 países, incluindo o Brasil [10:56.399]. O que isso significa? Que a revolução está a caminho, com ou sem a bênção dos burocratas. Em breve, poderemos ter um serviço de celular via satélite que finalmente nos libertará do cativeiro das operadoras tradicionais, que certamente irão à falência, como aconteceu com as fabricantes de máquinas de escrever [13:22.720].
Esta não é uma briga por órbitas de satélites. É o confronto clássico entre a livre iniciativa, que gera soluções e prosperidade, e o Estado controlador, que gera atraso e protege seus apadrinhados. A tecnologia não pede licença para avançar. Tentar proibir o progresso com regulamentações inúteis é como tentar impedir um tsunami com um guarda-chuva. O futuro vai chegar, e ele não precisará de carimbo. A única pergunta que fica é: até quando o cidadão brasileiro aceitará ser tratado como um empecilho para os planos de poder de quem deveria servi-lo? A revolução mental começa quando percebemos que não precisamos da permissão do Estado para sermos livres e prósperos.
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