Sentinelas

Sentinelas
"Não basta enxergar a verdade. É preciso defendê-la."

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

EUA zeram tarifas para parceiros, mas Brasil fica de fora: até quando a ideologia vai custar o pão do produtor?

 
EUA zeram tarifas para parceiros, mas Brasil fica de fora: até quando a ideologia vai custar o pão do produtor?

A realidade dos fatos é implacável e não se curva a narrativas. Enquanto o produtor rural brasileiro, do café, do cacau, das frutas, acorda antes do sol para garantir a safra, em Brasília, decisões políticas criam barreiras que nem a pior das pragas seria capaz de impor. A notícia é direta: os Estados Unidos, nosso principal parceiro comercial histórico, zeraram as tarifas de importação de café e outros produtos agrícolas para nações consideradas "parceiras alinhadas". O Brasil, por decisão própria do governo atual, não só está fora da lista, como insiste em pagar uma tarifa de 50%. Uma escolha que, na prática, funciona como um tiro no próprio pé da nossa economia.


Para o cidadão comum, para a família que tira seu sustento da terra, o impacto é visceral. Imagine o cenário: um comprador americano, que por anos confiou e prezou pela qualidade do café brasileiro, agora tem duas opções na mesa. De um lado, o produto do México ou da Argentina, com tarifa zero. Do outro, o nosso, 50% mais caro antes mesmo de chegar à prateleira. A escolha é óbvia. Isso não é uma negociação, é uma exclusão voluntária do mercado. O resultado já aparece nos números, com as exportações de café despencando e a Alemanha, um mercado muito menor, tomando o lugar que era dos americanos. Estamos entregando de bandeja um espaço conquistado com décadas de suor e excelência.


A narrativa oficial, a "solução superficial" que tentam nos vender, é a de que essa atitude representa "soberania". Ministros chegam a dizer que "os americanos vão pagar mais caro", numa tentativa pífia de inverter a lógica. Isso é desonestidade intelectual. Os americanos não vão pagar mais caro; eles simplesmente comprarão de outros. A Argentina, que já fechou seu acordo, agradece. O México agradece. A Indonésia agradece. O único que perde é o Brasil. O "vilão conveniente" criado pelo governo é o imperialismo americano, uma cortina de fumaça para esconder a verdadeira motivação: a teimosia ideológica e a proteção de uma agenda de poder interna.


A lógica do bom senso nos obriga a questionar: se o objetivo é o bem do país, por que fechar as portas para o nosso maior comprador? Por que punir o próprio produtor para sustentar um discurso político? Será que a manutenção de uma controversa e questionável perseguição jurídica a um opositor político, como muitos apontam ser a condição para sequer iniciar as negociações, vale mais que a estabilidade econômica e o emprego de milhares de famílias? A resposta para quem não tem uma "pecinha estragada" pela ideologia é um sonoro não.


A tese central se torna clara como água. A decisão de isolar o Brasil economicamente não é um erro ou incompetência, mas um projeto. Um projeto de uma elite estatal que, em sua essência, despreza a livre iniciativa e prefere um Estado gigante e controlador. Para eles, é mais importante manter o poder e a estrutura que os sustenta, mesmo que isso signifique empurrar o país para um abismo econômico semelhante ao da Venezuela. Eles preferem reinar sobre a ruína a permitir um Brasil próspero, onde o Estado serve ao cidadão, e não o contrário. A história se repete: quando a economia quebrar, seguirão o roteiro de Cuba e Venezuela, culpando o "bloqueio americano" por uma crise que eles mesmos criaram.


A solução é tão simples quanto a teimosia que a impede: pragmatismo. O Brasil precisa de uma diplomacia que defenda os interesses nacionais, não a ideologia de um partido. É preciso sentar à mesa e negociar, reconhecendo que o mundo está numa corrida por parcerias, e quem fica parado é atropelado. Imagine um país como um grande navio. A tripulação (o povo) trabalha duro para mantê-lo no curso da prosperidade, mas o capitão (o governo) insiste em navegar em direção à tempestade, por puro orgulho e convicção ideológica. É hora de exigir uma mudança de rota.


A chamada final é para uma revolução mental. É preciso que cada cidadão compreenda que a prosperidade não vem de discursos inflamados ou da criação de inimigos imaginários. Ela nasce do trabalho, da liberdade econômica e de relações internacionais inteligentes. É nosso dever questionar as narrativas fáceis e entender quem realmente paga a conta das decisões tomadas em palácios distantes. A conta, como sempre, está chegando para o produtor e para o trabalhador brasileiro.


#AgroNãoÉVilão

#LivreMercado

#BrasilAcimaDeTudo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O FRACASSO DA AGENDA ESTATISTA E O RETORNO DA DESIGUALDADE EM 2025

  A realidade é um juiz implacável e ela acaba de proferir sua sentença sobre o modelo econômico atual: a desigualdade no Brasil voltou a su...