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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Aprovação de Lula Derrete e Realidade Econômica Sufoca o Cidadão; Narrativa Oficial Faz Água

 
Aprovação de Lula Derrete e Realidade Econômica Sufoca o Cidadão; Narrativa Oficial Faz Água

A recente pesquisa da Atlas Intel joga um balde de água fria na narrativa que o governo tentava construir. A aprovação do presidente Lula não apenas caiu, como ele agora figura atrás de seus principais oponentes – Bolsonaro, Tarcísio e Michelle – em cenários para 2026. O chamado "efeito Canadá", uma suposta onda de popularidade gerada pelo atrito com o ex-presidente americano Donald Trump, provou ser um voo de galinha, incapaz de se sustentar diante do principal juiz de qualquer governo: a realidade no bolso do cidadão. Para as famílias brasileiras, o que importa não são as manchetes internacionais, mas o preço da comida na prateleira do supermercado. E esse preço, impulsionado por uma inflação que não cede, está dizendo em alto e bom som que a economia não vai bem.

A queda na aprovação de Lula expõe o fracasso da "abordagem tradicional" da esquerda de criar cortinas de fumaça para esconder problemas estruturais. Durante semanas, a máquina de propaganda governista, ecoada por parte da mídia, tentou vender a ideia de que um conflito externo poderia, de alguma forma, anular a má gestão interna. Criou-se a narrativa de que o presidente se fortaleceria ao se posicionar como um defensor da soberania nacional contra um "inimigo" externo. A realidade, no entanto, é teimosa. O brasileiro comum, que luta para fechar as contas no fim do mês, não se alimenta de retórica diplomática. A preocupação dele é concreta: o custo de vida.

Paralelamente, assistimos à "estratégia do vilão conveniente", uma tentativa de colar no governo anterior a responsabilidade pela crise econômica atual. A pesquisa da Atlas Intel, no entanto, mostra que essa tática não apenas falhou, como teve um efeito reverso. Enquanto a imagem positiva de Lula caiu de 51% para 48%, e a negativa subiu de 48% para 51%, a imagem de Bolsonaro permaneceu estável, e sua rejeição até diminuiu. Isso nos leva a uma série de questionamentos lógicos: Se a culpa é do antecessor, por que a percepção sobre ele não piorou? Se as políticas atuais são tão benéficas, por que mais da metade da população acredita que a economia está ruim e por que a aprovação do governo está em queda livre? A resposta é simples: a população não é boba. Ela sente no dia a dia os efeitos de uma política econômica baseada em gastos excessivos e descontrole fiscal.

A tese central que se consolida é a de que o governo está perdendo a guerra contra a realidade. O verdadeiro inimigo não é um adversário político ou uma liderança estrangeira, mas sim a inflação galopante, fruto de um Estado que gasta como se não houvesse amanhã. O governo despejou dinheiro para comprar apoio no Congresso e para socorrer empresas, jogando o equilíbrio fiscal pela janela. O resultado, como qualquer engenheiro ou dona de casa sabe, é inevitável: quando a despesa é maior que a receita, a conta chega. E ela sempre chega na forma de preços mais altos, corroendo o poder de compra do trabalhador.

A solução para esse cenário não está em encontrar uma "mensagem mais contundente" para 2026, como sugerem os analistas alinhados ao poder. A solução é um choque de realidade. É preciso entender que não se combate a inflação imprimindo dinheiro ou aumentando gastos. A solução passa por princípios de responsabilidade fiscal, desburocratização e incentivo à livre iniciativa. Tentar resolver a crise gastando mais é como tentar apagar um incêndio com gasolina. É uma lógica que desafia a razão e que, invariavelmente, leva ao desastre, como já vimos em países vizinhos como Argentina e Colômbia, onde a esquerda foi varrida do poder pelo mesmo motivo.

É hora de uma revolução mental. O cidadão precisa rejeitar as narrativas fáceis e as desculpas esfarrapadas. A verdade não está nos discursos oficiais, mas na etiqueta de preço do supermercado. É preciso questionar, analisar os fatos e entender que a prosperidade de uma nação não se constrói com marketing político, mas com fundamentos econômicos sólidos, ordem e respeito ao dinheiro do contribuinte. O "efeito Canadá" acabou; o que se avizinha, se nada mudar, é o "efeito Bolívia": uma economia em frangalhos e um governo que perde a confiança de seu povo.

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