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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Tarifaço de Trump: Alívio no Bolso do Brasileiro ou Cortina de Fumaça para a Reeleição de Lula?

 


A recente melhora na aprovação do governo Lula, celebrada pela mídia e por institutos de pesquisa alinhados ao Planalto, levanta uma questão fundamental para o cidadão comum: estamos diante de uma recuperação econômica real ou de uma manobra política com prazo de validade? A narrativa oficial tenta vender a ideia de que o "tarifaço" imposto por Trump aos produtos brasileiros é, paradoxalmente, o grande trunfo que pode garantir a reeleição de Lula em 2026. No entanto, uma análise fria dos fatos, despida de paixões e ideologias, revela uma realidade bem diferente e muito mais preocupante.

O que de fato chegou à mesa das famílias, especialmente as de baixa renda e as do Nordeste, não foi um milagre econômico, mas um alívio temporário e circunstancial. A medida protecionista americana forçou as empresas brasileiras, que antes exportavam, a vender seus produtos – principalmente carne e outros alimentos – no mercado interno. O resultado imediato foi uma queda nos preços do supermercado. Para quem conta as moedas para fechar o mês, essa pequena folga no orçamento é, sem dúvida, bem-vinda. E é exatamente nesse sentimento de alívio momentâneo que a "narrativa da conveniência" se apoia. Ela ignora as causas reais e vende a consequência como uma grande vitória do governo.

A estratégia é clara: criar um "vilão conveniente" na figura de Trump para desviar a atenção dos problemas estruturais da nossa economia. Enquanto a máquina de propaganda governista e seus satélites na imprensa se ocupam em culpar a oposição e o ex-presidente Bolsonaro pela crise, a verdadeira causa da instabilidade econômica é deixada de lado. A gastança desenfreada, a quebra da meta fiscal e a completa falta de responsabilidade com o dinheiro público são os verdadeiros arquitetos da crise que se avizinha. A pesquisa da Quaest, de um instituto cujo dono é amigo notório de Lula, serve como a ferramenta perfeita para dar um verniz de legitimidade a essa manobra, tentando comprar apoio no Congresso com a falsa promessa de uma popularidade em alta.

Mas a lógica do bom senso nos obriga a fazer algumas perguntas. Será que uma queda pontual nos preços, causada por um fator externo, é sustentável? O que acontecerá quando as empresas, sufocadas pela falta de mercado e pelo aumento dos custos, começarem a demitir? E a inflação que virá como rebote da gastança do governo, quem vai pagar essa conta? A própria pesquisa, se lida com atenção, mostra que a desaprovação ao governo ainda é maior que a aprovação e que a percepção geral é de que o país segue na direção errada. A maquiagem da inflação baixa esconde um paciente que está com a saúde debilitada.

A tese central é que estamos vivendo uma ilusão. O verdadeiro inimigo do bem-estar do brasileiro não é uma tarifa imposta por outro país, mas a gestão populista e fiscalmente irresponsável que queima o dinheiro dos nossos impostos como se não houvesse amanhã. O governo aposta em um voo de galinha, um breve momento de melhora artificial para criar um fato político e garantir sua sobrevivência. É como usar um analgésico potente para tratar uma fratura exposta: o alívio da dor é imediato, mas o osso continua quebrado, e a cirurgia, mais tarde, será muito mais dolorosa e complexa.

A solução real e duradoura não virá de manobras políticas ou narrativas fantasiosas. Ela se baseia em princípios sólidos: responsabilidade fiscal, corte de gastos desnecessários, desburocratização e a criação de um ambiente seguro para quem quer investir e gerar empregos. O que o Brasil precisa não é de um governo que torra o que tem e o que não tem para criar uma falsa sensação de bem-estar, mas de uma gestão que entenda que a prosperidade se constrói com trabalho duro, ordem e liberdade econômica.

Portanto, a chamada à ação aqui não é para as ruas, mas para a mente de cada brasileiro. É um convite para olhar além das manchetes convenientes e das pesquisas encomendadas. É hora de questionar, de analisar os fatos e de entender que um alívio temporário no caixa do supermercado não pode ser trocado por um futuro de inflação alta, desemprego e instabilidade econômica. A conta da ilusão, mais cedo ou mais tarde, sempre chega.

#EconomiaReal #GovernoLula #Eleições2026

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