A perseguição judicial a líderes religiosos, como o Pastor Silas Malafaia, não é um fato isolado, mas sim a mais nova e perigosa peça no tabuleiro da guerra de narrativas que domina o Brasil. Para o cidadão comum, que lida com a inflação no supermercado e a insegurança na rua, a movimentação de um ministro do STF para incluir um pastor em um inquérito pode parecer distante. No entanto, o que está em jogo é a busca desesperada de um sistema político por um novo culpado para justificar seu próprio fracasso e a crescente perda de apoio popular. A elite estatal, sentindo o poder escorrer por entre os dedos, precisa de um inimigo visível para desviar o foco da sua própria incompetência em resolver os problemas reais do país.
A Desconstrução da Narrativa Oficial: O Inimigo da Vez
Vamos chamar a estratégia atual de "a narrativa do bode expiatório". Primeiro, o inimigo era o disparo em massa de mensagens, uma acusação que, após anos de investigação, nunca resultou em uma única prova concreta, mas serviu para justificar a eleição de 2018. Depois, o monstro da vez foram as "fake news", um termo tão elástico que passou a englobar qualquer informação que desagradasse o poder constituído. A verdade, porém, é que a internet é apenas um ambiente de ruído informacional; ela não elege ninguém. A população conversa, troca informações e forma suas próprias conclusões, um fenômeno que a esquerda, acostumada ao monopólio da mídia tradicional, simplesmente não consegue aceitar.
Agora, com o fracasso retumbante das narrativas anteriores, a engrenagem do sistema se volta para um novo alvo: os evangélicos. O vazamento seletivo de um áudio do Pastor Malafaia, retirado do celular do ex-presidente Bolsonaro, é o sinal mais claro dessa nova frente de batalha. O conteúdo do áudio é irrelevante e não contém crime algum. O objetivo, portanto, não é fazer justiça, mas sim criar um espetáculo: incluir o pastor em um inquérito, apreender seu celular e, com isso, intimidar toda uma comunidade que representa uma força social e espiritual gigantesca no país. É uma tática de intimidação que espelha o modus operandi de regimes autoritários, onde medidas cautelares são usadas não para proteger um processo, mas como punição antecipada.
A Lógica por Trás da Perseguição
A análise é simples quando se remove a fumaça ideológica. Por que um governo que perde apoio popular precisa encontrar um culpado externo? Por que não fazer uma autocrítica e admitir que suas pautas, muitas delas presas ao século retrasado, não ressoam mais com os anseios da sociedade? A dissonância cognitiva é tão grande que é mais fácil eleger um inimigo. Se as pessoas não me apoiam, a culpa não pode ser das minhas ideias; a culpa deve ser de quem está "manipulando" o povo. Antes, eram os empresários com seus "disparos em massa". Depois, os "propagadores de fake news". Agora, são os pastores em seus púlpitos.
A elite política e judicial, encapsulada em sua bolha em Brasília, ouve os sussurros de "intelectuais" e cineastas que pintam o crescimento da direita como um apocalipse evangélico. Eles realmente acreditam que, ao atacar a igreja, conseguirão reconquistar o coração e a mente do povo. Mas faz algum sentido lógico acreditar que a fé de milhões de brasileiros é o motivo para a economia patinar, para a segurança pública falhar e para a desconfiança nas instituições aumentar? A resposta é óbvia para quem não está cego pela ideologia.
A tese central é, portanto, inquestionável: o ataque aos evangélicos é a nova cortina de fumaça da esquerda para esconder sua desconexão com a realidade. O verdadeiro "inimigo" que eles combatem não é uma religião, mas a realidade dos fatos: um governo impopular com ideias ultrapassadas não consegue se sustentar sem um bode expiatório para culpar por suas próprias falhas.
A Solução é a Liberdade, Não a Mordaça
A solução para essa crise de representatividade não virá de mais censura ou perseguição. Ela se baseia em princípios de liberdade e responsabilidade. O Estado precisa parar de tratar o cidadão como uma massa de manobra e entender que a perda de apoio é um reflexo direto de suas ações. A perseguição a um grupo religioso é como tentar consertar um vazamento de água quebrando o cano principal. Apenas agrava o problema. O governo de Daniel Ortega na Nicarágua, amigo do atual governo brasileiro, tentou fazer o mesmo ao culpar a Igreja Católica por sua impopularidade, e o resultado foi o aprofundamento da crise e o isolamento internacional.
O STF e a esquerda estão entrando em um terreno muito mais perigoso do que imaginam. A igreja não é uma organização política convencional; ela oferece suporte espiritual, moral e comunitário a milhões de pessoas. Atacá-la não é apenas uma manobra política desastrada, é mexer em um pilar da sociedade brasileira. Eles podem até conseguir criar denúncias e manchar reputações, mas no final, perceberão que o problema não era o mensageiro. O problema, e a razão pela qual continuarão perdendo apoio, são as suas próprias ideias fracassadas.
A chamada à ação aqui não é para as ruas, mas para a mente de cada cidadão. É hora de rejeitar as narrativas simplistas que nos oferecem. Quando o sistema aponta um dedo para um novo "culpado", devemos olhar para os outros três dedos que apontam de volta para ele mesmo. A verdadeira revolução é a do pensamento crítico, que nos liberta da manipulação e nos permite enxergar a realidade como ela é: um Estado que, em vez de servir, busca desesperadamente um inimigo para justificar sua própria existência.
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