O novo tarifaço do Supremo Tribunal Federal (STF) que empurra um imposto de 10% sobre as remessas da Netflix ao exterior expõe, mais uma vez, o peso morto da máquina pública no bolso das famílias brasileiras.
Um aperto que já bate à porta
O aumento pode parecer pequeno no papel, mas na prática é a
conta de luz atrasada, o botijão de gás que não cabe no orçamento e a
mensalidade do streaming que já virou companheira de fim de semana. De um lado,
mães espremem o salário para manter a assinatura; de outro, a turma de toga diz
que a grana vai “estimular ciência e tecnologia” enquanto repete a velha
receita de sempre: tributar primeiro, justificar depois. O resultado? A
sociedade bancando um projeto que nunca sai do PowerPoint, sem ver retorno no
dia a dia.
A narrativa da conveniência em xeque
Humanização e desconstrução
O cidadão que se vira com o plano básico de R$ 21 agora
encara subida direta na fatura. Esse peso extra nasce do “SID Tecnologia”,
criado em 2000 para, teoricamente, turbinar pesquisa nacional. Vinte e quatro
anos depois, a inovação prometida sumiu, mas o imposto grudou na conta como
chiclete em sola de sapato. Essa é a chamada narrativa da conveniência:
“cobramos porque é para o bem comum”. Só que o bem nunca chega.
O vilão conveniente
Na versão oficial, o culpado é sempre o “capital estrangeiro
abusivo”. Big tech aqui, big tech ali, e pronto: o debate desvia da falência
estatal em cortar gastos inúteis. Enquanto ministros posam de defensores da
pátria, o dinheiro escorre para cofres públicos sem prova de aplicação real em
universidades ou startups. Assim nasce o vilão conveniente — o gringo
ganancioso — usado para esconder a ineficiência crônica de Brasília.
Perguntas que desmontam o teatro
Essas questões expõem as rachaduras da explicação oficial e
apontam para o verdadeiro gargalo: a fome insaciável do Estado por receita
fácil.
A tese central
No fim das contas, o inimigo não é a Netflix nem qualquer
empresa que gera lazer por assinatura. O inimigo real atende pelo nome de
máquina tributária brasileira — um Leviatã que consome sem entregar, embalado
pelo discurso patriótico de sempre. Foi ela que o STF blindou ao estender a
cobrança a quem ainda escapava.
Saída pela liberdade — e não pelo
confisco
A lógica do bom senso enxerga outro caminho:
1. Liberdade econômica como motor de
inovação.
2. Segurança jurídica para atrair
investimento, não para afastá-lo.
3. Desburocratização imediata dos tributos
sobre tecnologia.
É como trocar um carro enguiçado por um ônibus novo:
enquanto o velho consome combustível e não sai do lugar, o novo leva mais
gente, mais longe, gastando menos. Ou o Brasil coloca o pé no acelerador da
concorrência global, ou continuará empurrando a conta para o assinante que só
quer ver um filme no sábado à noite.
Revolução mental
A partir de hoje, cada cidadão pode — e deve — duvidar da
solução fácil que empilha impostos e promete milagres. Questionar virou ato de
sobrevivência: toda vez que surgir novo tributo “para o bem comum”, pergunte
onde está o resultado dos anteriores. Só assim a engrenagem muda.
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