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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

EUA apertam o cerco: Visto negado para quem promove discurso antiamericano?

 


A política, como a vida, é um jogo de ações e consequências. Uma nova medida do governo americano está materializando essa máxima e enviando um recado direto ao Brasil: o discurso de ódio contra os Estados Unidos, antes visto como mera retórica de militantes, agora pode fechar portas. Literalmente. A notícia de que os EUA passarão a fazer uma triagem de "antiamericanismo" nas redes sociais de solicitantes de visto caiu como uma bomba, especialmente para figuras públicas brasileiras alinhadas à esquerda, que construíram suas carreiras atacando o capitalismo e os valores ocidentais, enquanto sonhavam com as férias na Disney.

O problema é concreto e já bate à porta de influenciadores e políticos. Figuras como o youtuber Felipe Neto, a deputada Erica Hilton e a cantora Anitta foram nominalmente citadas como potenciais alvos dessa nova política. Para o cidadão comum, que batalha diariamente e vê essas personalidades ditando regras de comportamento e moral, a situação expõe uma contradição gritante. A angústia de ver o país flertando com regimes autoritários e ideologias que fracassaram em todo o mundo se mistura com a esperança de que, talvez, a realidade comece a se impor sobre a narrativa. Afinal, a liberdade de expressão não pode ser um escudo para defender o indefensível.

A "narrativa da normalidade", defendida por quem agora se vê encurralado, tenta tratar a medida como um ato burocrático, quase um excesso de zelo. Mas a realidade é outra. O que estamos vendo é a desconstrução de uma hipocrisia que se tornou método para a esquerda brasileira. Por anos, eles surfaram na onda do "anti-imperialismo" para atacar a maior democracia do mundo, mas nunca hesitaram em desfrutar dos frutos que ela oferece, seja em forma de entretenimento, tecnologia ou oportunidades de negócio. A verdade é que, para um artista ou empresário, ter o visto americano negado não é apenas um inconveniente de viagem; é um golpe reputacional e comercial significativo.

A análise crítica da mídia tradicional, muitas vezes, cria um "vilão conveniente": o governo americano, pintado como uma força autoritária que censura opiniões divergentes. Mas essa é a "lógica da conveniência", que convenientemente ignora o ponto central. A questão não é gostar ou não do governo americano. A linha foi cruzada quando o discurso se tornou apoio velado ou explícito a organizações terroristas e a regimes que violam direitos humanos. O novo critério de triagem inclui a verificação de envolvimento com organizações antiamericanas, terroristas e antissemitas. E aqui, a esquerda brasileira se complica, pois seu alinhamento com grupos como o Hamas é notório e público.

Isso nos leva a uma série de questionamentos baseados no bom senso. Faz sentido um país acolher em seu território indivíduos que abertamente apoiam grupos que pregam a sua destruição? É razoável que alguém que acusa os Estados Unidos de todos os males do mundo queira, ao mesmo tempo, passear por suas ruas e consumir seus produtos? A liberdade de expressão dá o direito de apoiar o terrorismo sem sofrer nenhuma consequência? A resposta lógica a todas essas perguntas é um sonoro "não". A explicação comum, de que se trata de uma perseguição ideológica, simplesmente não se sustenta quando confrontada com os fatos.

A tese central, portanto, é inevitável: o que está em jogo não é a liberdade de expressão, mas o princípio da soberania e da coerência. O verdadeiro inimigo aqui é a desonestidade intelectual de quem exige direitos sem aceitar as responsabilidades que vêm com eles. A esquerda se acostumou a um mundo sem consequências para sua retórica, onde podiam atacar a democracia, flertar com o autoritarismo e ainda assim serem recebidos de braços abertos. Esse tempo, ao que parece, está chegando ao fim.

A solução para esse impasse se baseia em um princípio claro: a responsabilidade individual. Figuras públicas, com milhões de seguidores, precisam entender que suas palavras têm peso e geram consequências. A analogia é simples e poderosa: você não convida para jantar em sua casa alguém que passa o tempo todo insultando sua família e seus valores. Por que uma nação deveria agir de forma diferente? A política de um país sobre quem pode ou não cruzar suas fronteiras segue a mesma lógica fundamental de autoproteção e respeito mútuo.

A chamada final é para uma revolução mental. É hora de o cidadão brasileiro rejeitar as narrativas simplistas de vitimização e começar a questionar o status quo. É preciso entender que soberania é uma via de mão dupla. Defender a soberania do Brasil também implica respeitar a soberania das outras nações. Que esta nova realidade sirva para expor a hipocrisia e forçar uma dose de coerência no debate público. Afinal, quem realmente acredita em suas convicções anti-americanas deveria, por lógica, preferir passar as férias em Cuba ou na China, e não na Flórida.

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