Sentinelas

Sentinelas
"Não basta enxergar a verdade. É preciso defendê-la."

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Ditador Clama por "Soberania", mas por que o Povo Venezuelano Ignorou o Chamado de Maduro?

 


O fracasso retumbante do alistamento militar convocado pelo ditador Nicolás Maduro na Venezuela expõe a fratura irreparável entre um regime autoritário e a população que ele oprime. Enquanto a propaganda estatal berrava sobre "soberania" e a necessidade de defender a pátria contra os "ianques malditos", a resposta do cidadão comum foi um silêncio ensurdecedor. As praças de alistamento, preparadas para receber multidões de patriotas, permaneceram vazias, um retrato fiel de um governo que fala sozinho. Para as famílias que enfrentam a fome, a falta de medicamentos e a ausência de liberdade, a guerra do ditador não é a sua. A verdadeira batalha do venezuelano é pela sobrevivência diária, uma luta imposta pelo mesmo regime que agora implora por lealdade.

A narrativa oficial, que podemos chamar de "a abordagem do inimigo externo", é um roteiro velho e mofado, repetido à exaustão por ditadores latino-americanos. Consiste em fabricar uma ameaça estrangeira, geralmente os Estados Unidos, para unificar a população em torno de um falso patriotismo e, assim, desviar a atenção da incompetência, da corrupção e da tirania doméstica. Vimos isso com o próprio Maduro, que dias antes de seu discurso pacifista, ameaçava invadir a Guiana. Agora, acuado pela presença de navios americanos no Caribe, o valentão se transforma em um pombo da paz, suplicando por diálogo. Essa hipocrisia é o método da esquerda: posam de machos, esbravejam contra o imperialismo, mas na primeira demonstração de força real, correm para se esconder atrás de discursos vazios. A realidade desmascara a fantasia. Enquanto a propaganda exibe um desenho animado do "Super Bigode" salvando o país, o Maduro de carne e osso se mostra um covarde.

Essa dissonância entre a propaganda e a realidade levanta questões que a lógica do bom senso não pode ignorar. Se o governo é tão popular e a causa tão nobre, por que ninguém apareceu para se alistar? Por que, em vez de pegar em armas para defender o regime, milhões de venezuelanos preferiram fugir do país, inclusive para o Brasil? A resposta é óbvia para quem não tem a cabeça aparelhada pela ideologia: o povo sabe que Maduro não é o presidente legítimo. Todos na Venezuela sabem que a eleição foi uma fraude. Ninguém está disposto a morrer por uma mentira, por um tirano que destruiu a nação. A Ucrânia nos dá o exemplo oposto: lá, há filas de voluntários para lutar, porque defendem sua terra, sua liberdade e uma causa justa. Em Caracas, o chamado do ditador ecoou no vazio.

A tese central é inescapável: o regime venezuelano é um castelo de cartas. Sua base de apoio não é o povo, mas uma elite corrupta e o poder das armas que ainda controla. O fracasso do alistamento não foi apenas uma falha logística; foi um plebiscito silencioso, uma demonstração inequívoca de que Maduro não governa para os venezuelanos, mas apesar deles. O verdadeiro inimigo do povo da Venezuela não está em Washington, mas no Palácio de Miraflores, encarnado na figura de um ditador que se agarra ao poder enquanto seu povo sofre.

A solução para a Venezuela não virá de uma guerra contra um inimigo imaginário, mas da restauração da liberdade. O caminho é o reestabelecimento da democracia, do Estado de Direito e da liberdade econômica, princípios que permitem a prosperidade e a dignidade. Um governo é como um funcionário contratado pelo povo. Quando ele para de servir e começa a se sentir o dono da casa, é hora de demiti-lo. O povo venezuelano já entregou o aviso prévio com sua ausência. Para nós, brasileiros, a lição é clara: a Venezuela é um espelho do futuro que devemos rejeitar. A proximidade e o apoio do governo brasileiro atual a esse regime tirânico não só nos envergonham, mas trazem consequências diretas, como o aumento do fluxo de refugiados e a conivência com esquemas criminosos, como a venda de petróleo venezuelano com nota fiscal brasileira para burlar sanções. É preciso abrir os olhos e rejeitar as narrativas que, em nome de uma ideologia falida, nos arrastam para o mesmo abismo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O FRACASSO DA AGENDA ESTATISTA E O RETORNO DA DESIGUALDADE EM 2025

  A realidade é um juiz implacável e ela acaba de proferir sua sentença sobre o modelo econômico atual: a desigualdade no Brasil voltou a su...