A menos de três meses de sua realização, a COP 30, a maior conferência climática do mundo, sediada em Belém do Pará, corre o risco de se tornar um dos maiores fiascos da história diplomática recente do Brasil. Com apenas 47 dos 160 países tradicionalmente presentes confirmados, o evento que deveria projetar o país como líder ambiental expõe uma realidade crua: a completa falta de planejamento e a incompetência do governo federal em organizar um evento de porte internacional. A situação levanta uma questão que aflige todo cidadão que trabalha e espera o mínimo de retorno de seus governantes: por que a gestão pública brasileira insiste em transformar oportunidades em crises? O que era para ser uma vitrine para a Amazônia e para o Brasil, hoje é um palco de incertezas, empurra-empurra de responsabilidades e um prenúncio de vergonha.
O problema central, que parece ter sido ignorado pela administração federal, é visceralmente humano e logístico: onde hospedar as delegações de centenas de países? A narrativa oficial, de levar a conferência para o "coração da Amazônia", soa poética, mas se desfaz diante da ausência de estrutura básica. Belém, apesar de suas belezas, não possui a rede hoteleira necessária para absorver um fluxo tão intenso de diplomatas, seguranças e jornalistas. A "abordagem tradicional" de simplesmente marcar um evento e esperar que a infraestrutura local magicamente se adapte é a receita para o desastre. Ignorou-se uma solução óbvia e testada em megaeventos como Olimpíadas e Copas do Mundo: a construção de complexos habitacionais que, após o evento, são vendidos à população local, deixando um legado positivo. Mas para isso, seria preciso planejamento, algo que parece em falta no atual governo.
A análise crítica da narrativa predominante, muitas vezes ecoada pela mídia tradicional, tenta encontrar um "vilão conveniente", seja a falta de tempo ou a complexidade do evento. Mas a verdade é mais simples e direta. A escolha de uma cidade sem a devida estrutura, sem um plano de ação concreto para sanar essa deficiência, não é um mero detalhe técnico; é um sintoma de amadorismo e de uma gestão que prioriza o discurso em detrimento da ação. Uma série de perguntas se impõe: por que uma solução testada e aprovada globalmente, como a construção de vilas para as delegações, foi descartada? Quem se beneficia com um evento esvaziado, onde os custos são altos e o retorno para a imagem do país é negativo? A insistência em manter o evento em Belém, mesmo após alertas da própria ONU, foi uma decisão baseada em que lógica, senão a da teimosia e da propaganda política?
A tese central é que o iminente fracasso da COP 30 não é um acidente, mas o resultado direto da incompetência e do despreparo do governo Lula. O evento reflete a mesma desorganização vista na recente cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro, que também foi um fiasco de público e relevância. A gestão atual, liderada por uma figura que muitos acreditavam ser um estadista experiente, revela-se incapaz de executar tarefas básicas de organização. O verdadeiro inimigo, nesse caso, não é a falta de recursos ou as dificuldades logísticas, mas o amadorismo de um governo que mancha a reputação do Brasil no cenário internacional, transformando o que deveria ser um momento de orgulho nacional em um símbolo de má gestão.
A solução para evitar fiascos futuros é clara e se baseia em princípios de responsabilidade e planejamento estratégico. É preciso abandonar a improvisação e adotar uma abordagem técnica. A analogia é simples: ninguém convida 160 pessoas para uma festa em um apartamento de um quarto sem antes pensar onde elas vão ficar. O governo federal fez exatamente isso, e agora tenta empurrar a conta – seja financeira ou de imagem – para a ONU ou para quem mais aparecer. A conclusão convoca o cidadão a uma revolução mental: é hora de rejeitar as narrativas vazias e começar a cobrar competência. O Brasil não pode mais ser refém de políticos que são excelentes em palanques e péssimos em gestão. A defesa do nosso país começa por exigir seriedade e profissionalismo daqueles que ocupam os cargos mais altos da República.
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