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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

COP 30 em Belém: O retrato do fracasso anunciado que envergonha o Brasil

 A completa falta de capacidade para garantir algo tão básico como uma cama para os participantes de um evento internacional está expondo, mais uma vez, a incompetência que virou método de governo no Brasil. A crise na organização da COP 30, a cúpula do clima da ONU que deveria ser uma vitrine para o país, se transformou em um vexame global antes mesmo de começar. O problema não é apenas a falta de quartos de hotel em Belém; o buraco é muito mais embaixo. Trata-se da falência de um modelo de gestão que vive de propaganda, mas se mostra incapaz de entregar o mínimo de planejamento e eficiência. Essa desorganização, que agora obriga a ONU a fazer reuniões de emergência e deixa nações inteiras sem saber se poderão participar, mancha a imagem do Brasil no mundo e joga no lixo uma oportunidade de ouro, mostrando que, sob a atual direção, o país continua sendo o eterno país do futuro, um futuro que a incompetência dos governantes insiste em adiar.


Todo brasileiro conhece bem o sentimento de frustração. É a sensação de quem trabalha duro, paga seus impostos em dia, sonha com um país melhor e, no fim, vê o esforço de uma nação inteira ser sabotado por quem deveria liderar. É a angústia de ver o imenso potencial do Brasil, um gigante por natureza, ser acorrentado pela má gestão, pela promessa vazia e pelo planejamento que só existe no papel. A história da COP 30 em Belém é o retrato perfeito dessa dor que une todos nós, de norte a sul. A ideia era linda: realizar a maior conferência sobre o clima do mundo no coração da Amazônia, um gesto simbólico para mostrar nosso compromisso ambiental. Uma chance de ouro para atrair investimentos, mostrar nossa cultura, nossa gente e nossa capacidade. Mas a realidade, como sempre, se impôs de forma brutal sobre a narrativa.


A verdade é que a escolha de Belém, por mais poética que parecesse, ignorou o óbvio, o básico, o feijão com arroz da organização de qualquer evento: a infraestrutura. A cidade, com seus 18 mil leitos de hotel, jamais teria como receber as 45 mil pessoas esperadas para a cúpula. Isso não é uma opinião, é matemática. E o que faz o governo diante do fracasso iminente de seu próprio plano? Promete resolver. Em maio, garantiu à ONU que até julho tudo estaria solucionado. Julho chegou, e a promessa foi adiada para agosto. E todos nós sabemos como essa história termina: com mais adiamentos, desculpas e, no fim, o caos. A incompetência é tamanha que a ""solução"" genial encontrada e que virou notícia no jornal americano The New York Times foi transformar os motéis da cidade em hotéis para receber as delegações estrangeiras. Imagine a cena: diplomatas de todo o mundo sendo hospedados em quartos com espelho no teto, postes de pole dance e banheiras de hidromassagem de reputação duvidosa. Não é uma piada, é o plano oficial. É a imagem do Brasil que estamos exportando: a do improviso, da gambiarra, do amadorismo disfarçado de criatividade.


A narrativa oficial, repetida pela mídia que ainda se alimenta da mão do governo, tenta criar vilões para desviar o foco do verdadeiro culpado. Falam dos ""preços abusivos"" dos hoteleiros, como se a culpa fosse do dono do hotel que segue a lei mais básica da economia: a da oferta e da procura. Ora, é claro que os preços iriam para a estratosfera. Com muito mais gente querendo um quarto do que o número de quartos disponíveis, o valor dispara. Isso não é ganância, é um fato econômico. O problema não é o preço, é a falta do produto. A culpa não é do empresário de Belém, mas de quem decidiu levar um evento para um local sem a capacidade de recebê-lo. A tentativa de criar um bode expiatório é a tática clássica de quem não tem competência para assumir os próprios erros.


Vamos usar a lógica, já que ela parece faltar no governo. Se até cidades com uma rede hoteleira gigantesca, como São Paulo e Rio de Janeiro, sentiriam o impacto de um evento desse porte, que tipo de estudo ou análise séria concluiu que Belém seria uma escolha viável? Que tipo de planejamento foi feito? A verdade é que não houve planejamento, houve uma decisão política baseada em marketing. Uma decisão para agradar a própria bolha ideológica, sem pensar nas consequências práticas. E agora, as consequências batem à porta. A ONU, preocupada com o esvaziamento da cúpula, já sugere abertamente que o Brasil troque de cidade. Países africanos, que deveriam ter voz central nas discussões climáticas, correm o risco de serem excluídos por não conseguirem pagar diárias de R$ 3.600 em um motel adaptado. Até países ricos como a Holanda e a Polônia já anunciaram que vão cortar suas delegações pela metade por causa dos custos. A quem interessa uma cúpula do clima vazia? A quem interessa um evento que exclui justamente os mais pobres?


Fica claro, portanto, que o desastre da COP 30 não é um acidente de percurso. Ele é a consequência direta e inevitável de um governo que é, em sua essência, incompetente. A gestão Lula é a personificação da ineficiência. Assim como no evento dos BRICS no Rio de Janeiro, que foi um fracasso de público, a COP 30 caminha para ser mais uma vergonha nacional. O problema central não é a cidade de Belém, que é uma capital rica em cultura e belezas. O problema é um governo que coloca a propaganda ideológica acima da realidade, que prefere um gesto simbólico e impraticável a uma solução eficiente e lógica. O verdadeiro inimigo do sucesso do Brasil, neste e em tantos outros casos, é a incompetência travestida de boas intenções.


A solução para este problema específico seria, obviamente, ouvir a ONU e mover o evento para uma cidade com estrutura, como São Paulo ou Rio de Janeiro. Seria o ato de quem tem a humildade de reconhecer o erro e a capacidade de corrigi-lo. Mas essa é apenas a solução para a febre, não para a infecção. A solução real e definitiva é uma mudança completa na forma como o Brasil é administrado. Precisamos de um Estado que funcione com base em dados, fatos e planejamento, e não em discursos e fantasias ideológicas. Um governo que entenda que a infraestrutura vem antes do show. Tentar sediar a COP 30 em Belém sem a estrutura necessária é como tentar construir o telhado de uma casa sem antes ter feito a fundação. A estrutura inteira está condenada a desabar, e a culpa não é do telhado, mas do engenheiro que ignorou o projeto básico.


Por isso, a chamada aqui não é para protestar na rua, mas para iniciar uma revolução mental. É hora de o brasileiro parar de aceitar a incompetência como algo normal. É hora de questionar as narrativas fáceis que culpam os outros pelos erros do governo. É hora de exigir planejamento, seriedade e respeito com o dinheiro público e com a imagem do nosso país. Não podemos mais ser reféns de uma classe política que nos envergonha no cenário mundial. A mudança começa quando cada cidadão decide não mais tolerar o amadorismo e a desculpa, e passa a exigir nada menos que a competência.


#COP30Vergonha

#GovernoIncompetente

#BrasilReal"


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