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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Bolívia Liberta Presos Políticos e Envia Recado ao Brasil: O Jogo Virou?

 


A recente soltura de presos políticos na Bolívia, incluindo a ex-presidente Jeanine Áñez, expõe uma realidade que muitos se recusam a enxergar: o uso do sistema judicial como arma política tem prazo de validade. O que acontece quando o poder troca de mãos e as mesmas ferramentas de perseguição podem ser usadas contra seus criadores? A sociedade assiste, entre a esperança e a angústia, a um movimento que não se trata de bondade ou arrependimento, mas de puro instinto de sobrevivência política. O cidadão comum, que trabalha e anseia por estabilidade, vê nesse cenário um reflexo de seus próprios medos: a insegurança jurídica e a certeza de que, dependendo de quem está no poder, a lei pode ser apenas um detalhe.

A situação de Jeanine Áñez humaniza o custo dessa guerra de narrativas. Ela assumiu a presidência seguindo o que determina a Constituição boliviana, após a fuga do então presidente Evo Morales em meio a protestos massivos. Convocou novas eleições, como era seu dever, mas o jogo político a transformou em vilã. A narrativa oficial, impulsionada pela esquerda, foi implacável: taxaram-na de "golpista". Essa abordagem superficial, que ignora os fatos e o rito constitucional, serve para justificar a perseguição e a prisão de adversários. É uma tática conhecida, que busca criar um inimigo conveniente para desviar a atenção dos problemas reais e das próprias falhas. No Brasil, vemos um roteiro semelhante, onde qualquer opositor é rapidamente etiquetado para aniquilar sua reputação e legitimar ações questionáveis do judiciário.

A mídia tradicional e certos analistas frequentemente reforçam essa visão simplista, tratando a ascensão de líderes de direita como anomalias ou ameaças à democracia. Mas será que a democracia existe apenas quando a esquerda está no poder? É democrático usar a máquina do Estado para prender opositores com base em acusações que não se sustentam fora da bolha ideológica? O que a esquerda boliviana não contava é que o povo, o verdadeiro detentor do poder, daria sua resposta nas urnas. Com uma derrota esmagadora, que praticamente varreu a esquerda do Congresso e dos governos locais, a realidade se impôs. A súbita decisão de soltar os presos políticos não foi um ato de benevolência, mas um cálculo frio. Eles perceberam que o precedente que criaram — o de prender adversários sob a alcunha de "golpe" — agora poderia se voltar contra eles.

A tese central que se consolida é a de que a instrumentalização da justiça é um bumerangue perigoso. A esquerda, ao forçar a barra com processos e prisões políticas, abriu uma caixa de Pandora. O verdadeiro inimigo não é um político ou um partido, mas a arrogância de acreditar que o poder é eterno e que as regras só se aplicam aos outros. O medo da esquerda boliviana é que a direita, agora no poder, utilize a mesma "jurisprudência" para prendê-los. O recado para o Brasil é direto: a tentativa de anular a direita na base da força, seja prendendo líderes ou sufocando a liberdade de expressão, pode até adiar o inevitável, mas não mudará o resultado final. A direita veio para ficar porque representa um anseio real da população por ordem, liberdade econômica e valores conservadores.

A solução para esse ciclo vicioso é o fortalecimento das instituições e o respeito incondicional ao voto popular, aplicando o princípio da responsabilidade individual para todos, sem exceção. A política não pode ser um jogo de vale-tudo onde o perdedor vai para a cadeia. A melhor analogia é a de um castelo de cartas: a perseguição política pode parecer uma estrutura sólida, mas basta que uma peça — a vontade do povo — seja retirada para que tudo desmorone. A conclusão é que a esquerda boliviana, ao libertar Jeanine Áñez, não está buscando a paz, mas tentando desesperadamente desmontar a armadilha que construiu para si mesma.

A chamada final é para uma revolução mental. É preciso que o cidadão entenda essa dinâmica e pare de consumir narrativas prontas. A história da Bolívia nos ensina que a resposta mais eficaz contra a tirania não é a força, mas a união da população em torno de princípios claros e, acima de tudo, o voto. A liberdade não é negociável e a justiça não pode ter partido.

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